A nova moda de cabelo chamada “hairprint” está fazendo sucesso entre os jovens. Essa tendência envolve cortes e desenhos personalizados, como flores, estrelas e grafismos, que desafiam o que é considerado normal. O barbeiro Mizuki, de Ipanema, explica que cada corte é único e se torna parte do estilo da pessoa. O artista Luar Maia, que buscava algo diferente, encontrou no hairprint uma forma de se expressar. O processo para criar esses desenhos é detalhado e pode levar até 8 horas, semelhante a fazer uma tatuagem. O cabelo é descolorido antes de receber as tintas, e o custo do serviço varia de R$ 200 a R$ 1.400. Os profissionais que fazem esses cortes buscam atender pessoas que têm uma mente aberta e gostam de arte, atraindo um público que não quer passar despercebido.
Flores, estrelas e corações estão se tornando parte da nova tendência capilar chamada hairprint, ou “cabelo estampado”. Essa moda, que ganha força entre os jovens, traz cortes e desenhos personalizados que desafiam os padrões tradicionais. O estilo é uma fusão da estética Y2K, que resgata o futurismo dos anos 2000, e dos grafites urbanos.
O barbeiro Mizuki, do Tu•do Salão em Ipanema, destaca que essa tendência é uma busca por identidade. “Cada corte é único e chama a atenção por onde passa. Acaba virando um acessório, uma extensão do look,” afirma. O artista Luar Maia, de 29 anos, relata que encontrou sua identidade nessa estética criativa e rebelde, descrevendo o resultado como uma verdadeira obra de arte.
Processo de Criação
O processo para criar um cabelo estampado é complexo, semelhante a fazer uma tatuagem detalhada. “Todos os traços são feitos totalmente à mão livre. Não usamos moldes,” explica Tele Barber, do coletivo Chavosos, referência em barbearia autoral. O tempo de execução pode variar, chegando a até oito horas para desenhos mais elaborados. O custo do serviço varia entre R$ 200,00 e R$ 1.400,00, dependendo da complexidade.
A preparação dos fios é fundamental. O cabelo é descolorido antes de receber as tintas necessárias. Para estampas que combinam corte e cor, como geométricas e tribais, a navalha é utilizada para criar contrastes. “Geralmente, quem se interessa são pessoas de mente aberta, que já se identificam com a cultura artística,” afirma Tele Barber, ressaltando que o público busca inovação e não quer passar despercebido.
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