Recentemente, a Krispy Kreme abriu uma loja em São Paulo, atraindo filas de até 4 horas. Esse fenômeno é analisado pela socióloga Camila Crumo, que explica que as pessoas não estão apenas comprando comida, mas buscando uma experiência. A popularidade de lojas como a Carlo’s Bakery e a We Coffee também mostra essa tendência, onde a expectativa de algo “importado” gera um desejo maior. Crumo destaca que as redes sociais aumentam a urgência de participar dessas modas, fazendo com que as pessoas queiram experimentar produtos que consideram valiosos e autênticos. Além disso, a ideia de que produtos de fora são melhores ainda persiste, embora o orgulho por marcas brasileiras tenha crescido nos últimos anos.
Lojas de donuts e experiências “instagramáveis” atraem multidões em São Paulo. A recente inauguração da Krispy Kreme na cidade gerou filas de até quatro horas. A socióloga Camila Crumo analisa o impacto cultural e a urgência criada pelas redes sociais nesse fenômeno.
Estabelecimentos como a Krispy Kreme, a Carlo’s Bakery e a We Coffee têm em comum a capacidade de atrair grandes públicos. A Carlo’s Bakery, famosa pelo programa “Cake Boss”, também gerou filas longas quando abriu em 2017. A We Coffee, inaugurada em 2020, arrastou multidões ao bairro da Liberdade. A expectativa é que o restaurante temático do Bob Esponja, previsto para abrir no final de 2024, siga a mesma tendência.
Camila Crumo, especialista em sociologia do consumo, destaca que o apelo por “experiências” em vez de apenas refeições cria um ritual. A escassez de produtos importados, como as rosquinhas americanas, aumenta a percepção de valor. “As pessoas querem consumir algo que consideram autêntico”, afirma Crumo.
A socióloga também observa que as redes sociais intensificam a urgência em participar de tendências. “As modas passam rapidamente, criando um senso de urgência”, explica. Além disso, a “dominação cultural” dos Estados Unidos no Brasil é impulsionada pela indústria cultural, que promove um estilo de vida desejável.
Estudantes de medicina, como Vitória Tomé e Laura Gea, enfrentaram a fila da Krispy Kreme. Laura comentou sobre sua experiência em lugares “modinha”, lembrando da espera para o Starbucks. A percepção de que produtos importados são de maior qualidade ainda persiste, embora o orgulho nacional tenha crescido nos últimos anos.
Entre na conversa da comunidade