O Met Gala, evento de moda que acontece todo ano em Nova York, reuniu muitas personalidades no início de maio. Anna Wintour, diretora da Vogue, controla a lista de convidados desde 1995 e, este ano, afirmou que nunca convidaria Donald Trump. Essa rejeição está ligada à exposição “Superfine: tailoring black style”, que celebra a elegância da cultura negra. A moda atual está voltando à alfaiataria e ao uso de peles, desafiando as normas sustentáveis. O paletó cinza se destacou nas passarelas, simbolizando uma tendência de roupas mais rígidas que funcionam como uma forma de resistência em tempos incertos. Enquanto isso, algumas marcas estão reintroduzindo peles, ignorando preocupações ambientais. Estilistas como Marc Jacobs e Duran Lantink estão explorando novas formas e materiais, com foco na sustentabilidade. A moda continua a ser uma ferramenta de poder, refletindo mudanças culturais e políticas, como a ascensão de figuras como Elon Musk e Mark Zuckerberg, que desafiam códigos de vestimenta tradicionais. A estética conservadora também está em alta, com movimentos como as “Trad Wives”, que promovem valores tradicionais de gênero. A moda, portanto, se mantém como um reflexo das tensões sociais e políticas atuais, mostrando que o que vestimos pode ter um significado profundo.
Como acontece toda primeira segunda-feira de maio desde mil948, o Met Gala ocorreu no Museu Metropolitan de Nova York, reunindo personalidades da moda. O evento, que arrecada fundos para o The Costume Institute, teve sua lista de convidados sob a supervisão de Anna Wintour desde mil novecentos e noventa e cinco. Ao ser questionada sobre quem nunca convidaria, Wintour respondeu: “Donald Trump.”
A rejeição ao ex-presidente reflete a exposição “Superfine: tailoring black style”, que celebra a elegância negra. A mostra, com trezentos itens, destaca como homens negros desafiaram o racismo por meio da moda ao longo da história. O evento posiciona o museu como um espaço de resistência cultural, homenageando a cultura negra.
A moda atual apresenta uma tendência de alfaiataria e o retorno das peles, desafiando normas sustentáveis. O paletó cinza se destacou nas coleções de outono-inverno de dois mil e vinte e cinco, simbolizando uma estética de resistência em tempos de incerteza. O “corpcore”, inspirado em trajes corporativos, reflete uma busca por poder e status.
O uso de peles, que havia caído em desuso, voltou a ser visto nas passarelas, possivelmente influenciado pelas políticas de Trump. Marcas como Prada e Gucci utilizam peles sintéticas, enquanto outras, como Dolce & Gabbana, optam por peles verdadeiras. Essa mudança desafia a crescente preocupação com a sustentabilidade na moda.
Estilistas como Marc Jacobs e Duran Lantink estão na vanguarda, explorando novas formas e materiais. Lantink, conhecido por seu trabalho com upcycling, sinaliza uma nova era criativa na moda. A contracultura deve emergir, desafiando o conservadorismo, enquanto a moda continua a ser uma ferramenta de poder e resistência.
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