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Vinhos de Jasnières e Coteaux do Loir revelam diversidade de terroirs e microclimas

Vignerons de Jasnières exploram terroirs e idades das vinhas, criando vinhos complexos que refletem as nuances climáticas e de solo.

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O vinho da região de Jasnières, na Vallée du Loir, é conhecido por suas características especiais, que vêm dos microclimas e dos diferentes tipos de solo, especialmente para as uvas chenin e pineau d’Aunis. Recentemente, os produtores de vinho, como os Nicolas e os Jardin, têm trabalhado para entender melhor as variações do terroir e a idade das vinhas, criando vinhos mais complexos e equilibrados. Eles destacam a importância do botrytis, um tipo de fungo que pode afetar as uvas, e como as condições climáticas mudam a cada safra. Os Nicolas, por exemplo, só colhem as uvas quando estão perfeitamente maduras, enquanto os Jardin buscam fazer vinhos secos, selecionando as uvas com cuidado. A região tem microclimas que influenciam o sabor dos vinhos, com algumas áreas sendo mais propensas ao botrytis do que outras. Além disso, a idade das vinhas também é importante, pois vinhas mais velhas podem produzir uvas de melhor qualidade. Os vinhos de Jasnières costumam ter notas de frutas frescas, enquanto os da AOC Coteaux du Loir apresentam sabores mais maduros.

O vinho da região de Jasnières, localizada na Vallée du Loir, tem se destacado por suas características únicas, influenciadas por microclimas e a diversidade de solos. Os vignerons, como os Nicolas e os Jardin, estão explorando as variações de terroir e a idade das vinhas para criar vinhos com complexidade e equilíbrio.

Recentemente, os produtores têm enfatizado a importância do botrytis e das condições climáticas em cada safra. Éric e Clément Nicolas, do Domaine de Bellivière, explicam que a região é mais protegida do vento e da umidade, o que favorece a maturação das uvas. O efeito do milésimo é notável, com o chenin apresentando características diferentes a cada ano.

Os vignerons também realizam um rigoroso processo de seleção durante a colheita. Benoît e Adrien Jardin, do Domaine Les Maisons Rouges, buscam elaborar vinhos secos, colhendo uvas com cerca de 13° de potencial alcoólico. Quando algumas uvas estão muito maduras, elas são deixadas para a produção de vinhos mais doces.

Microclimas e Terroir

Os microclimas da região influenciam diretamente o potencial de maturação das uvas. Por exemplo, o Haut-Rasné, em Chahaignes, é um local propício para o desenvolvimento da pourriture noble (podridão nobre), enquanto em Les Roches, a ventilação impede sua formação. Essa diversidade permite que cada microclima expresse seu caráter único nos vinhos.

Além disso, a combinação de diferentes terroirs resulta em vinhos com perfis variados. No Domaine Lelais, a cuvée Le Saint-Vincent é feita a partir de uvas selecionadas de parcelas específicas, enquanto a cuvée Tradition é resultado de uma segunda colheita. A família Jardin também combina uvas de diferentes parcelas para criar vinhos com características distintas.

Vinhas Centenárias

A idade das vinhas é um fator crucial na produção de vinhos de qualidade. Os Nicolas utilizam uvas de vinhas com idades variadas para aumentar a complexidade dos vinhos. O vinho branco Vieilles Vignes Éparses, por exemplo, é feito com uvas de vinhas de 50 a 80 anos. Já a cuvée Alizari, dos Jardin, é composta por uvas de vinhas centenárias de pineau d’Aunis.

Essas práticas demonstram como os vignerons da região de Jasnières estão comprometidos em explorar e valorizar seus terroirs, resultando em vinhos que refletem a riqueza e a diversidade da Vallée du Loir.

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