Guillaume Henry, um estilista francês, foi convidado em 2018 para revitalizar a marca de luxo Jean Patou, que estava inativa há mais de 30 anos. Ele lançou a nova Patou em 2019, focando em sustentabilidade e modernidade. Henry fez uma pesquisa profunda sobre a história da marca antes de criar novas coleções, buscando atualizar a liberdade que Jean Patou trouxe para as mulheres no início do século XX. Ele se inspira na tradição, mas também se preocupa com o impacto ambiental, usando tecidos orgânicos e reciclados e apresentando duas coleções por ano. O novo ateliê da marca fica em Paris, e Henry quer trazer de volta a alegria à moda, destacando a elegância das pessoas que usam suas criações.
Guillaume Henry revitaliza a maison Jean Patou, que estava adormecida há mais de 30 anos, desde seu relançamento em 2019. O estilista, conhecido por sua habilidade em modernizar marcas, recebeu o desafio do grupo LVMH e estabeleceu um novo ateliê em Paris.
Henry implementou uma nova identidade para a marca, priorizando a sustentabilidade e a modernidade. Ele busca resgatar a essência da marca, que foi fundada em 1914 por Jean Patou, um visionário que uniu a alta-costura ao esporte. O estilista destaca que sua missão é trazer de volta a alegria à moda.
O diretor criativo fez uma imersão na história da marca, visitando museus e coleções pessoais para entender seu legado. Após um ano de pesquisa, ele decidiu não se restringir aos arquivos, optando por atualizar a liberdade que Patou proporcionou às mulheres no início do século XX.
Henry, que começou sua carreira na moda aos nove anos, tem uma forte conexão com a tradição. Ele homenageou Christian Lacroix, o último diretor artístico da marca nos anos 1980, ao reproduzir um vestido de sua coleção na linha de inverno 2024.
Foco na Sustentabilidade
A nova Patou se destaca por suas práticas sustentáveis. Henry apresenta duas coleções por ano e utiliza tecidos orgânicos e reciclados. A chefe de produto da Patou, Raquel Gaeta, ressalta que, desde o relançamento, a marca implementou QR codes em todas as peças, permitindo a rastreabilidade e verificação do impacto ambiental.
O novo ateliê, localizado na Île de la Cité, oferece uma vista do Rio Sena e reflete a intenção de Henry de estar próximo ao movimento da moda. Ele acredita que a elegância é uma forma de revolução nos dias atuais e critica a estética deprimente que dominava o mercado.
Henry deseja que suas criações valorizem as mulheres, em vez de escondê-las. Ele também resgata o clima festivo que caracterizava o ateliê de Patou, que, no passado, oferecia drinques às clientes. O estilista afirma: “Quero trazer de volta a alegria para a moda.”
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