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A guarda de vinhos exige cuidado para evitar perdas e garantir qualidade

Guardar vinho por longos períodos pode arruinar a bebida. Especialistas alertam: a maioria dos vinhos modernos é feita para consumo imediato.

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Muita gente ainda acredita que vinhos velhos são sempre melhores, mas essa ideia está mudando. Especialistas como Robert Parker e Julio Kunz afirmam que a maioria dos vinhos modernos é feita para ser consumida jovem e que guardá-los por muito tempo pode estragá-los. No passado, vinhos precisavam de tempo para melhorar, mas hoje muitos não suportam longos períodos de guarda. Por exemplo, vinhos brancos aromáticos e rosés devem ser consumidos em até três anos, enquanto o Beaujolais Nouveau deve ser bebido em até um ano. Guardar vinhos por mais tempo pode resultar em bebidas sem sabor e com aromas desagradáveis. Embora existam vinhos que podem envelhecer bem, como alguns da Serra Gaúcha, é importante armazená-los corretamente, em um ambiente controlado. Além disso, vinhos de qualidade podem ter surpresas boas ou ruins ao serem abertos após muitos anos. Portanto, não é seguro seguir a ideia de que todo vinho deve ser guardado por longos períodos.

A crença de que vinhos envelhecidos são sempre melhores está sendo questionada por especialistas. O crítico de vinhos Robert Parker e o vice-presidente da Associação Brasileira de Sommeliers, Julio Kunz, alertam que a maioria dos vinhos modernos é feita para consumo imediato. Guardar vinhos por longos períodos pode arruinar a bebida.

Historicamente, a ideia de guardar vinhos remonta a tempos antigos, quando os processos de vinificação eram rudimentares. Naquela época, o envelhecimento era necessário para suavizar os taninos. Hoje, a situação é diferente. Kunz explica que cada vinho tem um ciclo de vida: amadurecimento, auge e decadência. Muitos vinhos, especialmente os brancos aromáticos e rosés, devem ser consumidos em até três anos.

A tabela de armazenamento adequada é crucial. Por exemplo, o Beaujolais Nouveau deve ser consumido em até um ano, enquanto vinhos tintos robustos podem ser guardados por cinco a dez anos. Kunz observa que mais de noventa por cento dos vinhos atuais são produzidos para serem consumidos jovens. Guardar inadequadamente pode resultar em vinhos com aromas oxidados ou sem intensidade.

Embora o Brasil produza vinhos com potencial de guarda, como os da Serra Gaúcha, é importante armazená-los corretamente. O ambiente deve ter temperatura controlada e umidade adequada. Além disso, a rolha deve ser verificada periodicamente. O armazenamento inadequado pode levar à perda de qualidade, tornando o vinho “imbebível”.

Os vinhos evoluem com o tempo, desenvolvendo aromas terciários, como frutas secas e especiarias. No entanto, essa evolução não é do agrado de todos. Kunz destaca que abrir garrafas velhas é uma loteria, pois a qualidade pode variar. Para quem deseja explorar vinhos envelhecidos, é essencial comprar de fontes confiáveis e garantir que o armazenamento tenha sido adequado.

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