O Capiau Botequim, no Largo de Santa Rita, no Centro do Rio de Janeiro, é um boteco que atrai pessoas interessadas na culinária caipira, especialmente no inverno. Os sócios Raphael Vidal e Diego Melão se dedicam a usar ingredientes de qualidade e técnicas tradicionais, como a carne de lata. O fogão a lenha é essencial na cozinha, onde Melão, que é especialista em carnes, prepara os pratos com muito cuidado. Ele acredita que cozinhar devagar é importante para o sabor. A ideia do Capiau surgiu quando Melão conheceu Vidal em um evento na Serra da Mantiqueira, e juntos decidiram valorizar a comida caipira, que é parte da cultura carioca. O cardápio inclui a carne de lata, que é uma forma antiga de conservar carne, e isso traz à tona memórias do passado. Devido ao aumento da demanda, Melão enfrenta dificuldades para conseguir ingredientes, já que os fornecedores brincam sobre a quantidade limitada de certos cortes de carne. Vidal descreve o Capiau como um lugar onde o tempo parece passar mais devagar, proporcionando uma experiência nostálgica e emocional para os visitantes.
É inverno no Rio de Janeiro, mas o Capiau Botequim, localizado no Largo de Santa Rita, no Centro, atrai um público ávido por culinária caipira. Sob a liderança dos sócios Raphael Vidal e Diego Melão, o boteco se destaca pela qualidade dos ingredientes e técnicas tradicionais, como a carne de lata.
O fogão a lenha é o coração da cozinha, onde Melão, especialista em proteína animal, prepara pratos com temperaturas que chegam a 500°C. “Fazemos tudo aqui, sem pressa”, afirma. O chef, que chega às 6h e sai por último, destaca que o processo lento de cocção é fundamental para o sabor dos pratos.
A história do Capiau começou em um evento na Serra da Mantiqueira, onde Melão conheceu Vidal. O carioca, entusiasta da culinária local, relembra que a comida caipira é uma parte importante da cultura do Rio. “A gente só precisava abraçar isso”, diz. A procedência dos ingredientes é uma prioridade, com destaque para a galinha caipira e o porco de pasto, além do fubá de moinho de pedra.
Culinária com Identidade
O cardápio inclui a famosa carne de lata, uma técnica de conservação que remete ao passado. “As famílias abatiam um porco de 200kg e não tinham como armazenar. Fritavam a carne e guardavam em latas”, explica Melão. Essa tradição é utilizada para preparar costelinha de porco, copa lombo e língua bovina.
O crescimento do movimento no Capiau trouxe desafios, como a falta de ingredientes. Melão relata que, devido à alta demanda, o fornecedor brincou sobre a necessidade de planejamento, já que os porcos têm apenas duas bochechas.
Vidal sintetiza a experiência no Capiau: “É um oásis onde o tempo passa mais devagar”. O boteco se tornou um espaço nostálgico, onde os visitantes relembram momentos do passado e se emocionam com a comida que tem alma e história.
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