- A temporada masculina internacional de moda terminou em Paris, destacando um contraste com o clima de pessimismo global.
- Marcas como Prada, Saint Laurent e Dior apresentaram coleções vibrantes e poéticas.
- A Prada, sob Miuccia Prada e Raf Simons, trouxe uma coleção em tons lavados, inspirada em fotografias de adolescentes na praia de Odessa, na Ucrânia.
- Anthony Vaccarello, da Saint Laurent, evocou a Paris dos anos 1970 com uma paleta de cores vibrantes.
- Jonathan Anderson, na Dior, misturou referências históricas e contemporâneas, destacando bermudões cargo e uma estética grunge.
A temporada masculina internacional de moda encerrou neste domingo em Paris, trazendo um contraste ao clima de pessimismo global. Desfiles de marcas como Prada, Saint Laurent e Dior destacaram coleções vibrantes e poéticas, refletindo uma nova era de criatividade.
A Prada, sob a direção de Miuccia Prada e Raf Simons, apresentou uma coleção delicada em tons lavados, buscando um “oposto da agressão” que permeia o mundo atual. O desfile, realizado em um cenário claro com sons de pássaros, foi inspirado em fotografias de adolescentes na praia de Odessa, na Ucrânia. Miuccia afirmou que a intenção era promover uma mudança de tom.
Destaques da Semana de Moda
Anthony Vaccarello, da Saint Laurent, trouxe uma coleção que evocou a Paris dos anos 1970 e a Fire Island dos anos 1980, onde a elegância se funde ao desejo. O estilista se afastou de seu lado mais sombrio, apresentando uma paleta de cores vibrantes e silhuetas marcantes.
Jonathan Anderson, em sua estreia na Dior, revisitou os códigos da maison, incorporando elementos do “new look” de 1947 em uma proposta que mistura referências históricas e contemporâneas. Sua coleção, marcada por bermudões cargo e uma estética grunge, promete ser um marco na moda masculina.
Novas Abordagens e Estilos
A coleção de Dries Van Noten, sob a direção de Julian Klausner, também foi bem recebida, trazendo um guarda-roupa formal descontraído. A apresentação foi marcada por cores, estampas e texturas, acompanhada pela música de Lou Reed.
Enquanto isso, a Louis Vuitton, sob Pharrell Williams, enfrentou desafios criativos, enquanto Willy Chavarria trouxe uma forte influência latina. A Dolce & Gabbana celebrou o conforto com pijamas em várias versões, enquanto marcas japonesas como Junya Watanabe e Comme des Garçons questionaram a alfaiataria tradicional.
A temporada também foi marcada por mudanças significativas na direção criativa de várias marcas, com novos estilistas assumindo funções importantes. Véronique Nichanian, à frente do masculino da Hermès há 37 anos, continua a se destacar em um cenário em constante transformação.
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