- Alejandro Vigil, enólogo-chefe da vinícola Catena Zapata, destaca a diversidade das uvas argentinas além do Malbec.
- Durante visita ao Brasil, ele enfatizou a importância de explorar variedades como Cabernet Franc e Chardonnay.
- Vigil, considerado um dos melhores enólogos da Argentina, possui tatuagens que representam sua conexão com o vinho e suas uvas.
- Ele também mencionou projetos na Espanha, onde produz vinhos com a uva Garnacha, e na vinícola El Enemigo, onde trabalha com a Torrontés.
- Vigil acredita que a Argentina, como sexto maior produtor de vinho do mundo, deve focar na qualidade e não no volume, especialmente diante das mudanças climáticas.
Alejandro Vigil, enólogo-chefe da vinícola Catena Zapata, destaca a diversidade das uvas argentinas além do famoso Malbec. Durante sua visita ao Brasil, ele enfatizou a importância de explorar variedades como Cabernet Franc e Chardonnay, ressaltando a crescente qualidade dos vinhos argentinos.
Com 51 anos, Vigil é considerado um dos melhores enólogos da Argentina, recebendo notas máximas de críticos renomados. Ele possui tatuagens em homenagem às uvas que cultiva e a seus filhos, simbolizando sua profunda conexão com o vinho. Vigil acredita que a verdadeira essência do vinho está no campo, onde a compreensão do terroir é fundamental para a produção de rótulos excepcionais.
O enólogo também mencionou seu projeto na Espanha, onde produz vinhos com a uva Garnacha, e seu trabalho na vinícola El Enemigo, onde ele eleva a Torrontés a novos patamares. Vigil observa que o consumidor brasileiro ainda não descobriu totalmente as outras variedades argentinas, e que o Cabernet Franc pode ser uma porta de entrada para essa exploração.
Ele acredita que a Argentina, como o sexto maior produtor de vinho do mundo, tem um papel importante no cenário global. Nos últimos 15 anos, a qualidade dos vinhos argentinos aumentou significativamente, passando de uma produção comum para uma de alta qualidade. Vigil destaca que o foco deve ser na qualidade, não no volume, e que a Argentina já conquistou seu espaço nas prateleiras internacionais.
Vigil também comentou sobre as mudanças climáticas e seu impacto na viticultura em Mendoza, onde a altitude e o clima continental ajudam a mitigar os efeitos adversos. Ele vê o futuro do vinho como um artesanato e uma cultura, enfatizando a importância de beber com moderação e apreciar a bebida como parte de um estilo de vida saudável.
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