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Alta costura reinventa arquetipos e inicia nova fase criativa na moda

Alta costura passa por reestruturação com novas coleções que buscam revitalizar marcas e atender demandas de consumidores em mudança.

Modelos durante o desfile de Chanel na Alta Costura de Paris. (Foto: Tom Nicholson/AP)
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  • O setor de alta costura passa por mudanças significativas com a troca de diretores criativos em grandes marcas.
  • Jonathan Anderson estreou na Dior e Michael Rider na Celine, apresentando coleções que misturam referências reconhecíveis e estilos arquetípicos.
  • A temporada de alta costura começou em 7 de julho e mais da metade dos diretores criativos de grandes casas de moda assumirá novos cargos.
  • Iris Van Herpen lançou a coleção “Sympoiesis”, que explora a relação entre moda e natureza, utilizando materiais inovadores.
  • A Chanel, sob nova direção criativa, focou na simplicidade e funcionalidade, buscando reafirmar sua identidade em um mercado saturado.

O setor de alta costura está passando por uma transformação significativa, com a troca de diretores criativos em grandes marcas. Jonathan Anderson estreou na Dior e Michael Rider na Celine, ambos apresentando coleções que misturam referências reconhecíveis e estilos arquetípicos. Essas mudanças refletem uma busca por renovação em um mercado que enfrenta uma desaceleração após anos de crescimento.

A temporada de alta costura, que começou em 7 de julho, marca o início de uma série de mudanças estruturais. Mais da metade dos diretores criativos de grandes casas de moda está prestes a assumir novos cargos. O objetivo é revitalizar as marcas e reconquistar consumidores que se sentem saturados pela exposição excessiva de produtos e pelo aumento de preços após a pandemia.

Anderson, em sua estreia na Dior, trouxe um estilo preppy com referências que vão do vitoriano à moda urbana. Já Rider, que trabalhou por uma década na Celine, apresentou uma coleção que dialoga com as identidades de seus predecessores, Phoebe Philo e Hedi Slimane, combinando peças ajustadas e silhuetas dos anos 80 com um toque minimalista.

Novas Abordagens

Enquanto isso, Iris Van Herpen apresentou sua coleção “Sympoiesis”, que explora a interdependência entre moda e natureza. A designer holandesa utilizou materiais inovadores, como algas bioluminescentes, para criar peças que evocam a vida marinha. Sua abordagem imersiva, que combina dança e tecnologia, reflete uma preocupação com a sustentabilidade e a relação entre humanos e o meio ambiente.

Por outro lado, a Chanel, sob nova direção criativa, retornou à simplicidade com uma coleção que destaca a funcionalidade e a praticidade, inspirada nos próprios salões de costura da marca. Essa estratégia busca reafirmar a identidade da marca em um momento em que a nostalgia e referências reconhecíveis dominam o mercado.

Essas mudanças no setor de alta costura indicam uma tentativa de adaptação às novas demandas do consumidor, que busca autenticidade e conexão emocional com as marcas. A expectativa é que essas novas direções criativas ajudem a reverter a tendência de queda nas vendas e a revitalizar o interesse pelo luxo.

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