- O restaurante Maido, do chef Mitsuharu Tsumura, foi eleito o número 1 na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo em cerimônia realizada em Turim, na Itália.
- O Asador Etxebarri, de Bittor Arginzoniz, ficou em segundo lugar.
- Tsumura destacou a camaradagem entre os chefs, ressaltando o respeito mútuo apesar da competição.
- A lista dos 50 Best apresenta forte representação da América Latina, mas é considerada escassa em estrelas norte-americanas. O Atomix, em Nova York, ficou em 12º lugar.
- A premiação reflete uma mudança na alta gastronomia, com destaque para cozinhas de diversas origens, como a africana, tailandesa e filipina.
O restaurante Maido, do chef Mitsuharu Tsumura, foi eleito o número 1 na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo, durante uma cerimônia em Turim, na Itália. O Asador Etxebarri, de Bittor Arginzoniz, ficou em segundo lugar. Essa escolha reflete a crescente diversidade na alta gastronomia, destacando cozinhas não europeias.
Tsumura, ao receber o prêmio, enfatizou a camaradagem entre os chefs, afirmando que, apesar da competição, todos se respeitam e celebram juntos. A lista dos 50 Best, embora glamourosa, é vista como incompleta, com uma forte representação da América Latina, mas escassa em estrelas norte-americanas. O Atomix, em Nova York, ficou em 12º lugar, enquanto o Single Thread, na Califórnia, ocupa a 80ª posição.
Historicamente, a alta gastronomia era dominada por chefs franceses, com Paul Bocuse como uma figura central. No entanto, desde o final do século XX, chefs como Ferran Adrià e René Redzepi mudaram essa dinâmica, trazendo novas técnicas e influências. Adrià, do El Bulli, e Redzepi, do Noma, são considerados os chefs mais influentes do mundo, com múltiplas vitórias no ranking.
Mudança de Paradigma
A recente premiação também reflete uma mudança na culinária global, onde cozinhas de diversas origens, como a filipina, tailandesa e africana, ganham destaque. O Ikoyi, em Londres, que se inspira na culinária da África Ocidental, ficou em 15º lugar. A diversidade de influências é um consenso entre os chefs, que reconhecem a crescente importância de cozinhas como a mexicana, chinesa e indiana.
Apesar da descentralização, o cenário culinário ainda se divide entre os seguidores de Adrià e Redzepi. Enquanto o 50 Best continua a ser uma vitrine para os discípulos de Adrià, Redzepi promove eventos como o MAD Symposium, que incentivam a reflexão sobre a gastronomia. A competição entre os chefs é intensa, e a expectativa era que o Asador Etxebarri conquistasse o primeiro lugar, mas a vitória do Maido surpreendeu muitos.
A premiação deste ano destaca não apenas a excelência técnica, mas também a evolução das tradições culinárias, mostrando que a alta gastronomia não precisa ser exclusivamente francesa ou europeia. A ascensão de restaurantes como o Maido é um sinal claro de que a inovação e a diversidade estão moldando o futuro da gastronomia global.
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