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Hébergeurs na Champagne são condenados à prisão por tráfico de pessoas

Gérante da Anavim é condenada a quatro anos de prisão por tráfico de seres humanos e trabalho dissimulado em condições degradantes.

Foto: Reprodução
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  • A gérante da empresa Anavim foi condenada a quatro anos de prisão, com dois anos em regime fechado.
  • O tribunal determinou a dissolução da Anavim devido a condições de vida inadequadas para os trabalhadores, conhecidos como vendangeurs.
  • A gérante, originária do Kirguistão, negou responsabilidade e atribuiu a culpa a dois outros réus, que receberam pena de um ano de prisão.
  • Inspeção do trabalho revelou que os vendangeurs viviam em alojamento com falta de alimentos e higiene, levando ao fechamento do local pela prefeitura.
  • A cooperativa vinícola Sarl Cerseuillat de la Gravelle foi multada em 75 mil euros por se beneficiar de práticas ilegais.

A gérante da empresa Anavim, acusada de tráfico de seres humanos e trabalho dissimulado, foi condenada a quatro anos de prisão, dos quais dois em regime fechado. O tribunal também determinou a dissolução da Anavim, após constatações de condições de vida deploráveis para os trabalhadores, conhecidos como vendangeurs.

Durante o julgamento, realizado em 19 de junho, a gérante, originária do Kirguistão, negou responsabilidade pelas condições de alojamento, atribuindo a culpa a dois outros réus, que foram condenados a um ano de prisão. A Anavim foi acusada de fornecer alojamento inadequado, com relatos de falta de alimentos e higiene.

Condições Deploráveis

Uma inspeção do trabalho, realizada em setembro de 2023, revelou que os vendangeurs viviam em condições que “gravemente atingiam” sua segurança e dignidade. O local de alojamento, em Nesle-le-Repons, foi fechado pela prefeitura devido a literais de fortuna, sanitários em estado deplorável e instalações elétricas perigosas.

Testemunhos de trabalhadores, como o de Modibo Sidibe, revelaram a gravidade da situação: “Eles nos colocam em um prédio abandonado, sem comida, sem água, e nos fazem trabalhar das 5h às 18h”. Outro trabalhador, Camara Sikou, descreveu o tratamento recebido como “como de escravos”.

Consequências Legais

O tribunal também impôs uma multa de 75 mil euros à cooperativa vinícola Sarl Cerseuillat de la Gravelle, que se beneficiou de preços “extremamente competitivos”. O procurador havia solicitado uma multa de 200 mil euros e a dissolução da Anavim, evidenciando a gravidade das infrações cometidas.

A condenação e as sanções impostas refletem um esforço para combater práticas ilegais e garantir a dignidade dos trabalhadores no setor vitivinícola.

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