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O papel da suplementação na longevidade ativa

'Há uma redução progressiva na produção de hormônios, colágeno e neurotransmissores'

Atividade física não tem idade

O envelhecimento é natural, mas pode ser afetado por escolhas de estilo de vida. A ciência da longevidade foca em garantir qualidade de vida, com vitalidade e autonomia. Para isso, é importante ter uma alimentação equilibrada, dormir bem, fazer exercícios e gerenciar o estresse. A suplementação nutricional pode ajudar, desde que seja bem orientada. A neurologista Mariana Goffi explica que o corpo sofre mudanças com o tempo, como a diminuição de hormônios e alterações na digestão, o que pode exigir suporte adicional, mesmo com uma boa alimentação. Nutrientes importantes incluem proteínas, antioxidantes, vitaminas do complexo B, magnésio, ômega-3, colina e probióticos, que ajudam na saúde intestinal e na absorção de nutrientes. A longevidade ativa requer regularidade e avaliação das necessidades do corpo em cada fase da vida. A escolha de suplementos deve considerar a qualidade dos ingredientes e o acompanhamento de profissionais de saúde é fundamental para um plano personalizado. Investir em estratégias que promovam saúde e bem-estar pode melhorar a experiência do envelhecimento.

por Leticia Abraham

O envelhecimento é um processo natural, mas a forma como ele acontece pode ser influenciada por uma série de escolhas relacionadas ao estilo de vida. Nos últimos anos, a ciência da longevidade vem ampliando o olhar sobre esse processo. Mais do que acrescentar anos à vida, o foco está em garantir qualidade durante o percurso, com vitalidade, clareza mental, autonomia e preservação das funções físicas ao longo do tempo.

Para isso, fatores como alimentação equilibrada, sono reparador, prática de atividade física e gestão do estresse ocupam um lugar central. A suplementação nutricional, quando bem orientada, pode atuar como uma ferramenta complementar importante nesse contexto.

Segundo a neurologista Mariana Goffi, cofundadora da Floowe, os efeitos do tempo sobre o organismo incluem alterações metabólicas e funcionais que impactam diretamente a absorção e a utilização de nutrientes. “Há uma redução progressiva na produção de hormônios, colágeno e neurotransmissores, além de mudanças na microbiota intestinal e na eficiência digestiva. Mesmo com uma alimentação adequada, muitas vezes é necessário oferecer suporte adicional”, afirma.

Entre os nutrientes com maior relevância nesse cenário estão as proteínas de alto valor biológico, antioxidantes, vitaminas do complexo B, magnésio, ômega-3, colina e os probióticos. Esses últimos têm papel fundamental na integridade da microbiota intestinal, que influencia diretamente a absorção de nutrientes, a regulação imunológica e a produção de neurotransmissores associados ao humor e à cognição. Por esse motivo, o intestino é frequentemente chamado de segundo cérebro. “Esses compostos atuam de forma integrada. O que observamos é que estratégias consistentes, iniciadas ainda na meia-idade, tendem a trazer impactos positivos para o envelhecimento funcional”, explica Mariana.

A longevidade ativa não se constrói com soluções pontuais, e sim com regularidade, avaliação individualizada e consciência sobre as reais necessidades do corpo em cada fase da vida. A escolha por suplementos deve levar em conta fatores como formulação limpa, biodisponibilidade dos nutrientes, ausência de aditivos desnecessários e comprovação científica. O acompanhamento com profissionais de saúde é essencial para personalizar o plano e evitar excessos.

O envelhecimento é um processo contínuo, mas investir em estratégias que favoreçam vitalidade, autonomia e saúde integral pode transformar a forma como essa trajetória é vivida. A suplementação, quando bem aplicada, é parte desse cuidado de longo prazo.

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