- O chef brasileiro Alex Atala passou por oito cirurgias, incluindo uma grave relacionada a câncer na região do olho.
- Aos 57 anos, ele destaca a importância de valorizar a vida e celebra a recuperação da pandemia.
- Atala é conhecido por seus restaurantes D.O.M. e Dalva e Dito, que continuam a ter sucesso.
- O D.O.M. já recebeu personalidades como Francis Ford Coppola e Lou Reed, enquanto o Dalva e Dito completa 15 anos.
- O chef defende a valorização da identidade brasileira na gastronomia e sonha em ver a cozinha do Brasil reconhecida globalmente.
Alex Atala, chef brasileiro renomado, passou por um período desafiador após enfrentar oito cirurgias, incluindo uma grave relacionada a um câncer na região do olho. Aos 57 anos, ele reafirma a importância de valorizar a vida e celebra a recuperação da pandemia, destacando o sucesso de seus restaurantes, como o D.O.M. e o Dalva e Dito.
Atala, que conquistou duas estrelas no Guia Michelin, é conhecido por sua culinária que valoriza ingredientes locais, como rapadura e tucupi. O chef, que já teve uma vida diversificada como punk e DJ, tem se dedicado a palestras em instituições como Harvard, onde discutiu a mandioca, um ingrediente essencial na culinária brasileira.
O D.O.M., projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake, já recebeu personalidades como Francis Ford Coppola e Lou Reed. Atala também se orgulha de seu restaurante Dalva e Dito, que completa 15 anos e é um espaço mais acessível, mas igualmente brasileiro, com pratos que atraem turistas.
A pandemia trouxe desafios, mas Atala comemora a superação, afirmando que pagou sua última dívida em agosto. Ele vive com a diretora de eventos Marcia Lagos e tem três filhos, que seguem caminhos inspiradores. O chef, que é faixa-preta de jiu-jítsu, também se dedica a cuidar da saúde mental e física, praticando ioga e passando tempo em um sítio na Mata Atlântica.
Atala, que recusa propostas para abrir restaurantes no exterior, defende a valorização da identidade brasileira na gastronomia. Ele sonha que a cozinha do Brasil alcance o mesmo reconhecimento global que a italiana, enfatizando a necessidade de reforçar a autoestima nacional e criar um mercado forte dentro do país.
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