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Cahors destaca-se como o berço do malbec na viticultura francesa

Cahors enfrenta desafios climáticos e reaviva tradições vitivinícolas, com foco na qualidade e preservação do malbec local.

Foto: Reprodução
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  • O vinho de Cahors, conhecido pelo uso do malbec, enfrenta novos desafios e oportunidades.
  • A região, com AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) criada em mil novecentos e setenta e um, se adapta às mudanças climáticas.
  • Vignerons estão explorando novos terroirs e replantando variedades antigas, com um coletivo de produtores valorizando a produção local.
  • Os terroirs variam de terras aluviais do Lot a coteaux calcários, com sessenta por cento do vinhedo em antigas terrasses do rio.
  • O malbec, que representa oitenta e cinco por cento do cultivo na AOC, exige condições ideais para sua maturidade, sendo estudado desde mil novecentos e setenta e nove.

O vinho de Cahors, famoso pelo uso do malbec, enfrenta novos desafios e oportunidades em sua rica tradição vitivinícola. Desde a criação da AOC em 1971, a região tem se adaptado às mudanças climáticas, com vignerons explorando novos terroirs e replantando variedades antigas. Um coletivo de produtores busca valorizar ainda mais a produção local, que representa mais de 60% da produção da região.

Os terroirs de Cahors são variados, abrangendo desde as antigas terras aluviais do Lot até os coteaux calcários. Atualmente, 60% do vinhedo está localizado nas três antigas terrasses do rio, que variam em altitude de 90 a 250 metros. Os solos, que vão de profundos e sablo-limoneux a argilosos e caillouteux, influenciam diretamente a qualidade dos vinhos. A diversidade de terroirs é um dos fatores que contribui para a complexidade dos vinhos da região.

Além disso, a saúde do solo é crucial para a produção de vinhos de qualidade. O malbec, que representa 85% do cultivo na AOC, exige condições ideais para atingir sua maturidade perfeita. A Ferme départementale d’Anglars-Juillac, por exemplo, estuda variedades de malbec desde 1979, preservando um patrimônio vegetal que inclui mais de 250 cepas.

Os produtores locais, como a família Jouffreau-Hermann, têm se empenhado em manter a tradição, replantando vinhedos históricos e buscando a qualidade em cada colheita. A adaptação às novas condições climáticas é uma prioridade, com foco na preservação do patrimônio vitivinícola e na exploração de novas técnicas de cultivo. Assim, a história do vinho de Cahors continua a se desenvolver, unindo tradição e inovação.

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