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Vacqueyras revela a diversidade de seu cru com cinco expressões únicas

Vinicultores de Vacqueyras adaptam técnicas para enfrentar a seca e melhorar a qualidade dos vinhos, explorando a riqueza dos terroirs locais

Foto: Reprodução
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  • A região de Vacqueyras, conhecida por sua diversidade geológica e vinícola, tem atraído vinicultores como Adrien Roustan e Frédéri Férigoule.
  • Eles estão adaptando suas práticas de cultivo para melhorar a resistência à seca e a qualidade dos vinhos, aproveitando a heterogeneidade dos terroirs.
  • As Dentelles de Montmirail e os solos variados influenciam a viticultura local, com destaque para a grande terraça aluvionar das Garrigues.
  • Roustan cultiva vinhas em solo heterogêneo, enquanto Férigoule observa que a água é mais acessível em suas parcelas, beneficiando variedades como grenache e cinsault.
  • A região possui 1.474 hectares de vinhedos, com vinhos tintos representando 94% da produção, prometendo um futuro promissor para a viticultura local.

Recentemente, a região de Vacqueyras, famosa por sua diversidade geológica e vinícola, tem atraído a atenção de vinicultores como Adrien Roustan e Frédéri Férigoule. Eles estão adaptando suas práticas de cultivo para otimizar a resistência à seca e a qualidade dos vinhos, aproveitando a heterogeneidade dos terroirs locais.

As Dentelles de Montmirail dominam a paisagem, enquanto os solos variados influenciam diretamente a viticultura. O geólogo Georges Truc destaca a complexidade geológica da região, que apresenta uma combinação de depósitos marinhos e lacustres. A grande terraça aluvionar das Garrigues, onde a maioria das vinhas está plantada, é composta por grãos calcários e argilosos, criando microterroirs que afetam a resistência das vinhas à seca.

No setor das Hautes Garrigues, Roustan cultiva vinhas em solo heterogêneo, onde a profundidade das camadas aluviais varia. Ele observa que as vinhas mais bem alimentadas, localizadas onde as camadas são mais espessas, produzem vinhos equilibrados. Férigoule, por sua vez, nota que em suas parcelas das Garrigues de l’Étang, a água é mais acessível, permitindo que variedades como grenache e cinsault prosperem.

A diversidade de cepas é um ponto crucial. Benoît Reynaud, do Château des Tours, enfatiza a importância das vinhas mais antigas, que se adaptam melhor à falta de água. Ele menciona que a densidade de plantação reduzida e os baixos rendimentos contribuem para a qualidade dos vinhos. Cécile Dusserre, do Domaine de Montvac, também destaca a necessidade de monitorar a maturação das uvas em terroirs quentes e ventosos.

A região de Vacqueyras, com seus 1.474 hectares de vinhedos, é predominantemente conhecida por seus vinhos tintos, que representam 94% da produção. A combinação de práticas inovadoras e a riqueza dos terroirs locais promete um futuro promissor para os vinhos da região.

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