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Vinhos das Côtes d’Auvergne são moldados pela força de Vulcão

Viticultores da Auvergne buscam revitalizar a produção de vinhos vulcânicos, enfrentando desafios climáticos e explorando novas cepas

Foto: Reprodução
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  • O vinho da região de Auvergne, na França, tem uma história que começa no século V.
  • A área de vinhedos da AOP Côtes d’Auvergne caiu de 45.000 hectares no final do século XIX para apenas 246 hectares atualmente.
  • Viticultores estão introduzindo novas cepas, como syrah e gamaret, para se adaptar às mudanças climáticas.
  • A escassez de água é um desafio, mas os solos vulcânicos ajudam a reter umidade, favorecendo a produção.
  • Há esforços para criar um label que reconheça os vinhos vulcânicos da região, com a ambição de tornar Clermont-Ferrand a capital mundial dos vinhos vulcânicos.

O Vinho da Região de Auvergne: Uma Nova Era

O vinho da região de Auvergne, na França, possui uma rica história que remonta ao século V. No entanto, a área de vinhedos da AOP Côtes d’Auvergne, que já cobriu 45.000 hectares no final do século XIX, agora se restringe a apenas 246 hectares. Esse cenário reflete tanto a decadência da viticultura local quanto os esforços recentes para revitalizar a produção.

Atualmente, os viticultores estão explorando a diversidade do terroir vulcânico da região, introduzindo novas cepas como syrah e gamaret. Essas iniciativas visam adaptar a produção às mudanças climáticas e às novas demandas do mercado. Jean-Baptiste Deroche, presidente da associação Vinora, destaca a variedade de solos na área, que incluem formações vulcânicas e sedimentares, essenciais para a qualidade dos vinhos.

Inovações e Desafios

Os desafios enfrentados pelos viticultores incluem a escassez de água, uma preocupação crescente devido à pluviometria limitada na região. O efeito de foehn, causado pela presença da cadeia dos Puys, contribui para a aridez, mas as rochas vulcânicas têm a capacidade de reter água, o que pode ser uma vantagem. Cientistas têm demonstrado que os solos basalíticos apresentam um déficit hídrico menor, favorecendo a produção de vinhos de qualidade.

Além disso, a exploração de novos cepas é uma prioridade. Vários produtores, como Benoît Montel, estão testando variedades como sauvignon, merlot e chenin, buscando não apenas diversificar a produção, mas também melhorar a resistência das vinhas às condições climáticas adversas.

Rumo a um Novo Reconhecimento

A busca por um label que reconheça os vinhos vulcânicos de Auvergne está em andamento. Pierre Desprat, da Cave Desprat Saint-Verny, enfatiza a importância de identificar as características únicas dos vinhos da região. Estudos recentes indicam que os vinhos vulcânicos possuem marcadores químicos que podem garantir sua origem, como notas fumadas e poivradas.

Com a crescente valorização do terroir, a região de Auvergne se posiciona para se tornar um importante polo de vinhos vulcânicos, com a ambição de que Clermont-Ferrand se torne a capital mundial dos vinhos vulcânicos. Essa transformação é um reflexo do compromisso dos viticultores em inovar e adaptar suas práticas, garantindo a continuidade da tradição vitivinícola da região.

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