- A plataforma de geração de imagens por inteligência artificial Midjourney respondeu ao processo judicial da Disney e Universal, que a acusam de violação de direitos autorais.
- O processo, iniciado em junho, alega que usuários criam cópias de personagens protegidos.
- Midjourney defende que o treinamento de inteligência artificial é amparado pelo conceito de “uso justo”, que permite o uso de obras protegidas sem controle absoluto.
- A empresa destaca que os estúdios também utilizam ferramentas de IA, o que torna suas alegações contraditórias.
- Midjourney argumenta que a criação de imagens semelhantes não constitui, por si só, violação de direitos autorais e pode incentivar a liberdade criativa.
Midjourney, plataforma de geração de imagens por inteligência artificial, respondeu ao processo judicial movido pela Disney e Universal, que a acusam de violação de direitos autorais. O processo, iniciado em junho, alega que usuários da plataforma criam cópias de personagens protegidos.
Em sua defesa, Midjourney argumenta que o treinamento de inteligência artificial é amparado pelo conceito de “uso justo”. Os advogados da empresa afirmam que a legislação de direitos autorais não confere controle absoluto sobre o uso de obras protegidas, destacando que o “uso justo” deve prevalecer para garantir o fluxo livre de ideias e informações.
Além disso, Midjourney ressalta que os estúdios estão utilizando ferramentas de IA, o que torna suas alegações contraditórias. A empresa aponta que muitos de seus usuários têm e-mails vinculados à Disney e Universal, sugerindo que até mesmo funcionários das empresas estão utilizando o serviço.
Os advogados de Midjourney também mencionam que o CEO da Disney, Bob Iger, elogiou a IA em uma reunião anual, afirmando que a tecnologia é uma ferramenta valiosa para artistas. A defesa argumenta que a criação de imagens semelhantes a obras protegidas não é, por si só, uma violação de direitos autorais, citando práticas legítimas como arte de fã e crítica social.
O processo judicial destaca que a Disney e a Universal buscam impedir a criação de imagens que consideram semelhantes às suas, mas Midjourney defende que isso pode cercear a liberdade criativa e a inovação no uso de tecnologias emergentes.
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