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A arte de Gretchen Andrew expõe as feridas sociais do ‘facetuning’ na era digital

Gretchen Andrew expõe sua crítica à manipulação da beleza nas redes sociais com a série "Facetune Portraits", em exibição até 21 de junho

China (2025), da série Retratos Facetune de Andrew: Beleza Universal (Foto: Courtesy the artist)
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  • Gretchen Andrew, ex-engenheira de software do Vale do Silício, apresenta a série de arte “Facetune Portraits: Universal Beauty”.
  • A série utiliza inteligência artificial para modificar retratos de participantes do Miss World, criticando os padrões de beleza nas redes sociais.
  • Andrew afirma que as imagens nas redes sociais são digitalmente manipuladas e impactam a autoimagem, especialmente entre os jovens.
  • A artista colabora com a Matr Labs, onde um robô de desenho modifica as obras, criando um contraste entre a imagem original e a alterada.
  • A série está em exibição na Heft Gallery, em Nova York, até 21 de junho e já recebeu o Acquisition Award na Untitled Art Miami Beach.

Gretchen Andrew, ex-engenheira de software do Vale do Silício, apresenta sua nova série de arte, “Facetune Portraits: Universal Beauty”, que utiliza inteligência artificial (IA) para modificar retratos de participantes do Miss World. A artista critica os padrões de beleza distorcidos nas redes sociais, ressaltando como a tecnologia molda a percepção de beleza.

Andrew, que já escreveu sobre arte e tecnologia, utiliza aplicativos como Facetune e Body Tune para “melhorar” as imagens. “Os corpos que vemos nas redes sociais não existem; são retratos digitalmente manipulados,” afirma. A série destaca o impacto da IA na autoimagem, especialmente entre os jovens, que podem ser facilmente influenciados por essas representações.

Processo Criativo

A artista colabora com a Matr Labs para criar suas obras. Um impressor de tinta a óleo gera a imagem original, que é então modificada por um robô de desenho. “O robô adiciona pinceladas onde as linhas mudaram,” explica Andrew, criando um contraste visual entre a imagem original e a alterada. O resultado é uma obra que provoca desconforto, refletindo a tensão entre o eu autêntico e o eu idealizado.

A série já ganhou o Acquisition Award na Untitled Art Miami Beach e foi exibida em galerias de Londres e Nova York. Andrew destaca que o uso de algoritmos de modificação de imagem não é um problema exclusivo de adolescentes, mas uma prática comum em diversas plataformas, incluindo Zoom e aplicativos de câmera.

Crítica à IA e à Arte

Andrew critica a banalização da criatividade pela IA, afirmando que “AI é entediante.” Ela observa que a tecnologia está homogenizando a diversidade de corpos e rostos, refletindo também na arte. “As redes sociais moldam como pensamos que devemos parecer,” conclui. A série “Facetune Portraits: Universal Beauty” está em exibição na Heft Gallery, em Nova York, até 21 de junho.

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