- Ativistas do Greenpeace instalaram a obra “Butchered”, de Anish Kapoor, em uma plataforma da Shell no Mar do Norte em 18 de agosto de 2025.
- A instalação, de 12 metros por 8 metros, foi realizada a 45 milhas náuticas da costa de Norfolk.
- Os ativistas usaram o barco Arctic Sunrise e despejaram 1.000 litros de um líquido vermelho na plataforma, simbolizando os danos ambientais da indústria de combustíveis fósseis.
- A ação ocorreu durante uma onda de calor recorde na Europa, com incêndios florestais na Espanha e alertas de saúde no Reino Unido.
- A Shell criticou a invasão da zona de segurança da plataforma, enquanto o Greenpeace defendeu a legalidade de suas ações como parte de protestos pacíficos.
Ativistas do Greenpeace realizaram uma ação de protesto na última quarta-feira, 18 de agosto de 2025, ao instalar a obra “Butchered”, do artista Anish Kapoor, em uma plataforma de gás da Shell no Mar do Norte. A instalação, que se estende por 12 metros por 8 metros, foi feita a 45 milhas náuticas da costa de Norfolk e simboliza os danos ambientais causados pela indústria de combustíveis fósseis.
Os ativistas utilizaram um barco chamado Arctic Sunrise para alcançar a plataforma e, após escalar a estrutura, estenderam uma tela de 315 pés quadrados na lateral da plataforma, onde despejaram 1.000 litros de um líquido vermelho. Este líquido, composto por água do mar, pó de beterraba e corante não tóxico, representa as feridas infligidas ao planeta. A ação ocorreu durante uma onda de calor recorde na Europa, que inclui incêndios florestais na Espanha e alertas de saúde no Reino Unido.
Kapoor destacou que sua obra é uma crítica à poluição invisível gerada pela queima de combustíveis fósseis e à responsabilidade das grandes empresas, como a Shell, na crise climática. Ele afirmou que a instalação busca combater a “amnésia coletiva” sobre as causas da degradação ambiental. O artista também lamentou a repressão a protestos em várias partes do mundo, enfatizando que é um direito e dever dos cidadãos se manifestar.
A Shell, por sua vez, declarou que a segurança no mar é uma prioridade e criticou a invasão da zona de segurança da plataforma pelos ativistas, considerando a ação perigosa. O Greenpeace, no entanto, defendeu a legalidade de suas ações, afirmando que elas fazem parte de uma tradição de protestos pacíficos em busca de mudanças sociais e ambientais.
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