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Alexandria Bienal do Egito retorna em 2026 após 12 anos de pausa

A Bienal de Alexandria promete revitalizar a arte mediterrânea com exposições em locais históricos e a participação de 55 artistas renomados

A cidadela medieval de Qaitbay, construída durante o reinado do sultão mameluco homônimo entre 1477-1479 no exato local do antigo farol ptolemaico de Alexandria, está iluminada à noite na cidade costeira do Mediterrâneo no norte do Egito, Alexandria, em 24 de novembro de 2023. (Foto: Amir MAKAR / AFP)
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  • A Bienal de Alexandria retornará em setembro de 2023, após doze anos de pausa.
  • A 27ª edição será curada por Moataz Nasr e reunirá cinquenta e cinco artistas do Mediterrâneo.
  • A exposição principal se chamará “This Too Shall Pass” e ocorrerá em locais históricos de Alexandria.
  • Além da mostra principal, haverá exposições menores em museus locais, focando em artistas emergentes egípcios.
  • O evento visa revitalizar a cena artística do Egito e reafirmar Alexandria como um centro cultural no Mediterrâneo.

A Bienal de Alexandria retornará após 12 anos de pausa, com sua 27ª edição marcada para setembro de 2023. O evento, que é um dos mais importantes do Egito, será curado pelo artista Moataz Nasr e reunirá 55 artistas de diversas regiões do Mediterrâneo. A exposição, intitulada “This Too Shall Pass”, promete revitalizar a cena artística local.

A Bienal foi criada em 1955 e, ao longo de sua história, destacou talentos regionais, especialmente durante a era de Gamal Abdel Nasser. O evento foi suspenso em 2011, em meio à revolução egípcia, e teve uma breve reabertura em 2014, mas enfrentou dificuldades financeiras e instabilidade política. Nasr enfatiza que a nova edição busca elevar os padrões e provocar mudanças significativas na arte egípcia, que ele descreve como um lago estagnado.

Exposições e Locais

Além da exposição principal, haverá mostras menores em museus de Alexandria, focando em artistas emergentes do Egito. Os locais escolhidos para as exposições incluem o anfiteatro romano, a Biblioteca de Alexandria e a Cidadela de Qaitbay, todos com forte conexão histórica à cultura mediterrânea. Nasr destaca que a programação dialogará com essa rica herança cultural, promovendo um espaço de solidariedade regional, mas também aberto a artistas de outros países.

A expectativa é que a Bienal não apenas reforce a identidade artística do Egito, mas também atraia atenção internacional, reafirmando Alexandria como um centro cultural vibrante no Mediterrâneo.

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