- O claret, vinho leve da região de Bordeaux, está sendo reintroduzido no mercado para atrair consumidores jovens.
- O novo perfil do claret inclui menor teor de taninos e até sete gramas de açúcar residual por litro.
- A regulamentação aprovada pelo Instituto Nacional de Origem e Qualidade (INAO) estabelece um caderno de encargos específico para o claret dentro da AOC Bordeaux.
- A produção atual é modesta, com apenas 1 a 2% das superfícies cultivadas dedicadas ao claret, mas há expectativa de crescimento.
- O objetivo é que o claret represente até 10% da produção da região, oferecendo uma alternativa refrescante no mercado de vinhos.
O claret, um vinho leve da região de Bordeaux, está passando por uma reintrodução no mercado, visando atrair consumidores mais jovens. Com um perfil renovado, o claret apresenta menor teor de taninos e até sete gramas de açúcar residual por litro, buscando se destacar como uma opção refrescante para o verão de 2026.
A nova regulamentação, aprovada em junho pelo Instituto Nacional de Origem e Qualidade (INAO), estabelece um caderno de encargos específico para o claret dentro da AOC Bordeaux. Essa mudança é parte de uma estratégia para revitalizar a produção de vinhos na região, que enfrenta uma queda na demanda global. O objetivo é reconquistar o público jovem, promovendo vinhos “frescos” que competem com cervejas e outras bebidas.
Historicamente, o claret foi muito apreciado na Inglaterra entre os séculos 13 e 16, sendo considerado um vinho acessível e fácil de consumir. Sandrine Lavaud, especialista em vinhos medievais, destaca que, na época, cerca de 800.000 hectolitros eram exportados anualmente para o país. Contudo, com a ascensão de vinhos tintos mais encorpados, o claret caiu em desuso.
Novas Características
Os produtores estão apostando em uma vinificação que resulta em um vinho com estrutura leve e aromas frutados. O presidente do sindicato dos Bordeaux, Stéphane Gabard, explica que a adição de até sete gramas de açúcar residual por litro visa aumentar a “buvabilidade” do claret, tornando-o mais palatável para os novos consumidores.
Embora a produção atual ainda seja modesta, com apenas 1 a 2% das superfícies cultivadas dedicadas ao claret, há expectativas de crescimento. O vigneron Joël Duffau, que já produz um “French Claret”, acredita no potencial do vinho leve, mesmo com a produção limitada a um hectare em seu vinhedo.
A expectativa é que, em um futuro próximo, o claret possa representar até 10% da produção da região, consolidando-se como uma alternativa viável e moderna no mercado de vinhos.
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