- Jessica Costa, artista têxtil brasileira, foi finalista do Loewe Foundation Craft Prize, em Madri, tornando-se a primeira brasileira a alcançar essa posição.
- Ela apresentou sua obra da série Sobejos, que explora novas possibilidades na tapeçaria.
- Durante sua viagem à Europa, Jessica viu a tapeçaria Tapís de la Fundació, de Joan Miró, e destacou a diferença entre a apreciação por foto e a experiência ao vivo.
- Formada em moda, Jessica começou sua carreira em uma fábrica de linhas e, em 2018, passou a criar arte têxtil com tricô e tufting (técnica que utiliza uma pistola para tecer tapetes).
- A artista planeja participar da ArtRio, que ocorrerá entre 10 e 14 de setembro, e continua a trabalhar em seu ateliê em São Paulo.
Quando Jessica Costa, artista têxtil brasileira, retornou de uma viagem pela Europa, trouxe consigo experiências marcantes. Recentemente, ela foi a primeira brasileira a ser finalista do Loewe Foundation Craft Prize, um prêmio que celebra a inovação no artesanato moderno. A cerimônia ocorreu em Madri, onde Jessica apresentou sua obra da série Sobejos, que desafia os limites tradicionais da tapeçaria.
Durante sua passagem por Barcelona, Jessica teve a oportunidade de ver a tapeçaria Tapís de la Fundació, de Joan Miró. A artista destacou a diferença entre apreciar uma obra por foto e a experiência de estar diante dela. “A percepção da textura e da forma como o material é trabalhado muda tudo”, afirmou. Essa experiência ressoou profundamente, especialmente por sua trajetória no universo têxtil.
Graduada em moda, Jessica começou sua carreira em uma fábrica de linhas, onde se tornou supervisora. Sua experiência prática a levou a ensinar técnicas de tricô, percebendo a lacuna entre teoria e prática nas universidades. Em 2018, começou a expressar sua arte através do tricô, criando obras que refletem sua visão única.
Inovação e Técnica
A técnica de tufting, que utiliza uma pistola para tecer tapetes, permitiu a Jessica expandir suas criações. Um marco significativo foi sua instalação na exposição Na Altura dos Olhos, na Galeria Zipper, onde produziu uma obra em escala arquitetônica. A paleta de cores de Jessica é inspirada em sua observação do cotidiano, traduzindo essas cores em suas obras têxteis.
Jessica utiliza uma lã brasileira, ideal para a técnica da talagarça, que oferece uma ampla gama de cores. Com sua técnica pneumática, ela cria obras com texturas variadas, sempre buscando novas formas de se expressar. Atualmente, a artista planeja participar de uma residência artística e continua a produzir em seu ateliê em São Paulo.
Além disso, Jessica se prepara para a ArtRio, que ocorrerá entre 10 e 14 de setembro, onde espera que o público se conecte com suas criações, assim como ela se emocionou ao ver a tapeçaria de Miró.
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