- A edição de agosto de 2025 da revista Vogue apresenta um anúncio da marca Guess com uma modelo gerada por Inteligência Artificial (IA).
- A revelação gerou polêmica sobre autenticidade e diversidade na moda.
- A modelo veterana Felicity Hayward criticou a estratégia da Guess, chamando-a de “preguiçosa e barata”.
- Hayward questiona a necessidade de modelos reais quando a IA pode criar um ideal de beleza padronizado.
- A situação levanta questões sobre o valor da arte e a conexão emocional nas criações geradas por máquinas.
A edição de agosto de 2025 da revista Vogue traz um anúncio da marca Guess que gerou polêmica ao apresentar uma modelo totalmente gerada por Inteligência Artificial (IA). A revelação de que a figura não é real, mas uma criação digital, levanta questões sobre autenticidade e diversidade na moda.
A modelo veterana Felicity Hayward criticou a estratégia da Guess, chamando-a de “preguiçosa e barata”. Ela argumenta que essa prática prejudica anos de esforços para promover a diversidade, questionando a necessidade de contratar modelos reais quando uma máquina pode criar um ideal de beleza padronizado.
A controvérsia destaca um dilema contemporâneo: a capacidade da IA de gerar arte que desafia a distinção entre o humano e o artificial. Com a evolução da tecnologia, a IA não apenas imita padrões humanos, mas também cria versões aperfeiçoadas da realidade, como exemplificado pela modelo da Vogue. Essa nova realidade levanta a questão sobre o que realmente valorizamos na arte.
O filósofo Jean Baudrillard abordou a ideia de simulacro, onde a cópia não tem um original. A arte gerada por IA, embora tecnicamente perfeita, carece da “aura” que caracteriza obras criadas por humanos, como a história e o toque pessoal. Essa falta de conexão emocional pode fazer com que a arte gerada por máquinas pareça vazia, mesmo quando provoca reações intensas.
A discussão sobre a IA na arte não se limita a sua capacidade de enganar, mas também nos força a refletir sobre o significado da criação. Se uma música gerada por IA pode emocionar, importa que a máquina não tenha sentido nada? A escolha entre a perfeição sem humanidade e a imperfeição com significado se torna um dilema central na era digital.
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