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França devolve restos humanos coloniais a Madagascar, incluindo crânio real

França inicia restituição de crânios humanos a Madagascar, marcando um passo significativo na reconciliação pós-colonial

Ministra da Cultura de Madagascar, Volamiranty Donna Mara (E), oferece um presente à sua contraparte francesa, Rachida Dati, flanqueada pelo Ministro Delegado da França para a Francofonia e Parcerias Internacionais, Thani Mohamed Soilihi, durante uma cerimônia de restituição de três crânios sakalava a Madagascar, no Ministério da Cultura em Paris, em 26 de agosto de 2025. A França devolve três crânios humanos a Madagascar datados da era colonial, incluindo um atribuído ao rei sakalava Toera, que foi decapitado por tropas francesas em 1897, em aplicação de uma lei sobre a restituição de restos humanos. (Foto: STEPHANE DE SAKUTIN / AFP)
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  • A França devolveu três crânios humanos a Madagascar em uma cerimônia em Paris no dia 26 de agosto de 2023.
  • Um dos crânios pode pertencer ao rei Toera, retirado após um massacre em mil oitocentos e noventa e sete.
  • Os crânios pertencem a líderes da comunidade Sakalava e foram levados para a França após a ação militar de tropas francesas.
  • A devolução é a primeira sob nova legislação que facilita a restituição de restos humanos adquiridos durante o colonialismo.
  • Após a devolução, os restos serão enterrados em um funeral tradicional em Madagascar, simbolizando um passo na reconciliação entre os dois países.

França devolve crânios humanos a Madagascar

A França devolveu três crânios humanos a Madagascar, incluindo um que pode pertencer ao rei Toera, em uma cerimônia realizada em Paris no dia 26 de agosto de 2023. Essa devolução é a primeira sob uma nova legislação que facilita a restituição de restos humanos adquiridos durante o colonialismo.

Os crânios, que pertencem a líderes da comunidade Sakalava, foram retirados após um massacre em 1897, quando tropas francesas, sob o comando do general Joseph Gallieni, mataram centenas de locais. O crânio do rei Toera foi levado para a França, onde ficou exposto no Museu Nacional de História Natural de Paris.

Durante a cerimônia, a ministra da Cultura da França, Rachida Dati, afirmou que esses crânios chegaram às coleções nacionais em circunstâncias que desrespeitam a dignidade humana. O ministro da Cultura de Madagascar, Volamiranty Donna Mara, destacou que a devolução é um gesto significativo, representando uma ferida aberta por mais de um século.

Legislação e Restituição

A nova legislação francesa, que facilita a devolução de objetos e restos humanos, reflete um esforço mais amplo do governo para abordar questões históricas relacionadas ao colonialismo. O presidente Emmanuel Macron, que prometeu a restituição durante uma visita a Madagascar em abril, tem enfrentado desafios devido ao código de patrimônio do país, que classifica as coleções de museus como “inalienáveis”.

A devolução dos crânios será seguida de um funeral tradicional em Madagascar, onde os restos serão enterrados de acordo com os costumes locais. Este evento marca um passo importante na reconciliação entre a França e Madagascar, que busca curar as feridas do passado colonial.

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