- O Comitê Champagne decidiu que a coiffe nos bouchons de vinhos espumantes não será mais obrigatória.
- A mudança segue a nova regulamentação europeia de 2023, que tornou a coiffe opcional.
- Um estudo indicou que a ausência da coiffe não afeta significativamente a imagem ou as vendas da Champagne.
- Vignerons da região estão em busca de alternativas ecológicas para embalagens, após dificuldades de abastecimento durante a pandemia de Covid-19.
- A decisão reflete uma adaptação às novas demandas do mercado, equilibrando tradição e sustentabilidade.
O Comitê Champagne anunciou que a prática de utilizar coiffe nos bouchons de vinhos espumantes não será mais obrigatória. Essa decisão surge após a nova regulamentação europeia de 2023, que tornou a coiffe opcional. A Champagne, que inicialmente buscava manter a obrigatoriedade, decidiu abandonar essa solicitação após um estudo que indicou que a ausência de coiffe não representa um risco significativo para a imagem ou vendas da bebida.
O estudo revelou que, embora a coiffe seja vista como um “sinal identitário forte do Champagne”, sua falta não impacta negativamente as escolhas dos consumidores de forma coletiva. O Comitê Champagne destacou que, apesar de a coiffe influenciar a preferência por garrafas, a decisão de não utilizá-la não compromete a reputação da marca.
Além disso, alguns vignerons da região defendem alternativas mais ecológicas. Durante a pandemia de Covid-19, a dificuldade de abastecimento de coiffe levou a uma busca por soluções sustentáveis. Vincent Cuillier, um dos fundadores do coletivo “Ça décoiffe en Champagne”, afirmou que o setor está em busca de embalagens que não gerem resíduos difíceis de reciclar. Olivier Horiot, vigneron na Aube, ressaltou que existem maneiras mais naturais de embalar as garrafas, defendendo o direito de escolha dos produtores.
Com essa mudança, a Champagne se adapta a novas demandas do mercado e busca um equilíbrio entre tradição e sustentabilidade.
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