- Um quadro de Giuseppe Ghislandi, roubado pelos nazistas, foi encontrado em uma casa na Argentina, pertencente à filha de Friedrich Kadgien, ex-oficial da SS.
- A pintura, intitulada Retrato de uma Senhora, foi removida antes da chegada da polícia, que também apreendeu duas armas.
- O caso é investigado como um possível encobrimento de contrabando, com Kadgien ligado a outros casos de obras de arte saqueadas.
- Em outro caso, o médico egípcio Ashraf Eldarir foi condenado a seis meses de prisão nos Estados Unidos por tráfico de artefatos antigos.
- Ele foi preso no Aeroporto JFK com 590 peças de antiguidades egípcias, utilizando falsificação de proveniência para alegar que os itens pertenciam a seu avô.
Descoberta de Pintura Roubada e Tráfico de Artefatos Antigos
Um quadro de Giuseppe Ghislandi, que havia sido roubado pelos nazistas e estava desaparecido por mais de 80 anos, foi encontrado em uma casa na Argentina. A obra, intitulada *Retrato de uma Senhora*, estava exposta em um imóvel pertencente à filha de Friedrich Kadgien, um ex-oficial da SS que fugiu para o país após a Segunda Guerra Mundial.
Após a divulgação das fotos da pintura em um site de imóveis, a polícia argentina realizou uma operação no local. No entanto, ao chegarem, descobriram que a pintura já havia sido removida e substituída por uma tapeçaria. Durante a ação, foram apreendidas duas armas, e o caso está sendo investigado como um possível encobrimento de contrabando. Kadgien, ligado a outros casos de obras de arte saqueadas, é um nome recorrente em investigações sobre o tráfico de arte.
Tráfico de Antiguidades
Em um caso separado, um médico egípcio, Ashraf Eldarir, foi condenado a seis meses de prisão nos Estados Unidos por tráfico de artefatos antigos. Ele foi preso no Aeroporto JFK com 590 peças de antiguidades egípcias em sua bagagem, parte de uma operação de contrabando. Eldarir, que abandonou sua carreira médica durante a revolução egípcia de 2011, utilizava táticas de falsificação de proveniência, alegando que os itens pertenciam a seu avô.
O caso de Eldarir destaca os desafios enfrentados na rastreabilidade de bens culturais saqueados. A prática de criar histórias de propriedade falsas, conhecida como “proveniência de pai falecido”, é comum no comércio de antiguidades. A condenação do médico é um exemplo das ações das autoridades para combater o tráfico de patrimônio cultural.
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