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Grupo XIX de Teatro transforma cinema marginal em espetáculo na Vila Maria Zélia

Grupo XIX de Teatro promove resistência cultural na Vila Maria Zélia com a peça que conecta passado e presente até 7 de setembro.

Foto: Reprodução
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  • O Grupo XIX de Teatro apresenta a peça “(Um Clássico) Matou a Família e Foi ao Cinema” na Vila Maria Zélia.
  • A montagem utiliza filmes marginais dos anos 60 para discutir questões sociais atuais.
  • Dirigida por Luiz Fernando Marques, a peça incorpora trechos de dois filmes censurados: “Um Clássico, Dois em Casa, Nenhum Jogo Fora” e “Matou a Família e Foi ao Cinema”.
  • A encenação promove interatividade e reflexão, convidando o público a conectar diferentes temporalidades e narrativas.
  • A temporada, que se estende até 7 de setembro, busca fortalecer a presença cultural do grupo na região, com ingressos a partir de R$ 40,00.

O Grupo XIX de Teatro apresenta a peça (Um Clássico) Matou a Família e Foi ao Cinema, que explora a interseção entre teatro e cinema. A montagem, que ocorre na Vila Maria Zélia, utiliza filmes marginais dos anos 60 para discutir questões sociais atuais. A encenação é uma colagem que dialoga com o passado, refletindo sobre a resistência cultural na região.

Dirigida por Luiz Fernando Marques, a peça utiliza trechos de dois filmes censurados: Um Clássico, Dois em Casa, Nenhum Jogo Fora (1968) e Matou a Família e Foi ao Cinema (1969). Esses filmes são apresentados como evidências de um crime não resolvido, criando um contraste entre as imagens fixas do passado e a performance ao vivo dos atores. O narrador-personagem, interpretado por Walmick de Holanda, guia o público, enfatizando a natureza do que está sendo apresentado.

A interatividade característica do Grupo XIX se transforma em uma experiência reflexiva. O público é convidado a conectar temporalidades e linguagens, construindo sentido a partir da justaposição das narrativas. A peça sugere que a apatia contemporânea pode ser resultado de traumas não resolvidos, e que o entretenimento muitas vezes serve como uma forma de anestesia para essa dor histórica.

A Resistência Cultural

A temporada de apresentações, inicialmente planejada como uma despedida, se tornou um ato de resistência. O grupo enfrenta incertezas sobre sua permanência na Vila Maria Zélia, mas busca fortalecer sua presença cultural. Além das apresentações, estão previstas ações políticas e simbólicas para garantir a continuidade do espaço como um centro de cultura e convivência.

Marques destaca que o Grupo XIX está em um novo momento, expandindo sua linguagem e colaborando com outros coletivos. A peça (Um Clássico)… representa uma fase de experimentação e diálogo entre teatro e cinema, com a intenção de provocar reflexões sobre a realidade social brasileira desde os anos 60 até hoje. A programação segue até 7 de setembro, com ingressos a partir de R$ 40.

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