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Incêndio na Aude afeta parte do vinhedo e deixa gosto de fumaça no ar

Fundo de emergência de € 7 milhões busca mitigar danos aos vinhedos franceses após incêndios devastadores e preservar a qualidade do vinho.

Foto: Reprodução
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  • Incêndios florestais na região do Mediterrâneo, especialmente na França, causaram danos significativos às vinhas, levantando preocupações sobre a qualidade do vinho devido ao gosto de fumaça.
  • A prefeitura de Aude anunciou um fundo de emergência de 7 milhões de euros para apoiar os vignerons afetados.
  • O incêndio, ocorrido em 5 de agosto, consumiu 16.000 hectares e danificou entre 1.000 e 1.500 hectares de vinhedos.
  • Especialistas afirmam que o milésimo de 2025 não será irremediavelmente comprometido, pois métodos modernos podem eliminar o gosto de fumaça.
  • Os vignerons precisam analisar diariamente amostras para entender a extensão do problema e garantir a qualidade do vinho.

Os incêndios florestais na região do Mediterrâneo, especialmente na França, têm causado danos significativos às vinhas, levantando preocupações sobre a qualidade do vinho devido ao gosto de fumaça. Em resposta a essa crise, a prefeitura de Aude anunciou um fundo de emergência de 7 milhões de euros para apoiar os vignerons afetados.

O incêndio, que ocorreu em 5 de agosto, é considerado o mais devastador em meio século na área, consumindo 16.000 hectares e danificando entre 1.000 e 1.500 hectares de vinhedos. Especialistas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) afirmam que a situação é inédita e exige medidas excepcionais. O enólogo francês, especialista em vinhos afetados pela fumaça, destacou que o milésimo de 2025 não será irremediavelmente comprometido.

Métodos modernos, já utilizados em países como Austrália e Chile, permitem a eliminação das moléculas que conferem o gosto de fumaça. Essas técnicas foram autorizadas pela OIV em 2023 e podem ser aplicadas após a vinificação. O impacto da fumaça nas vinhas varia, podendo resultar em nenhuma colheita ou em colheitas que necessitam de tratamentos específicos.

Os vignerons estão enfrentando um desafio sem precedentes, com a necessidade de analisar diariamente dezenas de amostras para entender a extensão do problema. A situação exige uma resposta rápida e eficaz para garantir a qualidade do vinho francês e a recuperação dos produtores afetados.

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