- Em agosto, mais de noventa mil hectares foram devastados por incêndios florestais na Galícia, com a província de Ourense sendo a mais afetada.
- O incêndio mais severo começou em Larouco, dentro da Denominação de Origem Valdeorras, consumindo cerca de trinta mil hectares.
- A vinícola Alvaredos-Hobbs sofreu perdas de setenta por cento de sua produção devido aos incêndios.
- Produtores criticam a gestão florestal, apontando o abandono de plantações de pinheiros como um fator que aumenta o risco de incêndios.
- Apesar das perdas, as autoridades locais afirmam que a maior parte da produção vinícola foi preservada, permitindo a continuidade da safra em 2025.
Mais de 90 mil hectares foram devastados por incêndios florestais na Galícia em agosto, tornando-se uma das temporadas mais destrutivas da região. As chamas, intensificadas por meses de seca e altas temperaturas, afetaram principalmente a província de Ourense, que abriga quatro das cinco Denominações de Origem (DO) da Galícia.
O incêndio mais severo começou em Larouco, dentro da DO Valdeorras, consumindo cerca de 30 mil hectares e estabelecendo um novo recorde na região. Outro foco, próximo a Oímbra, destruiu 17 mil hectares, atingindo áreas da DO Monterrei. Apesar da gravidade, muitos vinhedos conseguiram se proteger, com as videiras atuando como barreiras naturais.
Entretanto, algumas vinícolas enfrentaram perdas significativas. A Alvaredos-Hobbs, uma parceria entre o californiano Paul Hobbs e o galego Antonio López, sofreu uma devastação de 70% de sua produção, com vinhedos queimados e plantas destruídas. Hobbs, que já lidou com incêndios na Califórnia, afirmou que nunca havia perdido uma safra inteira como na Galícia.
Críticas à Gestão Florestal
Produtores como Nacho González, da DO Valdeorras, também relataram prejuízos severos e criticaram a gestão florestal da região. A predominância de plantações de pinheiros, muitas vezes abandonadas, contribui para o aumento do risco de incêndios. O fenômeno conhecido como *España vacía*, que se refere ao despovoamento rural e ao abandono de áreas agrícolas, foi novamente evidenciado.
Com a colheita em andamento, os conselhos reguladores estão avaliando os danos. Embora algumas vinícolas tenham sofrido perdas expressivas, as autoridades locais indicam que a maior parte da produção foi preservada, permitindo a continuidade da safra em 2025, apesar dos impactos ambientais e econômicos causados pelos incêndios.
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