- Os herdeiros de Paul von Mendelssohn-Bartholdy pedem ao Tribunal de Apelações do Sétimo Circuito dos Estados Unidos a reabertura do processo sobre a pintura “Sunflowers”, de Vincent van Gogh.
- Eles alegam que a obra foi vendida sob coação nazista em mil novecentos e trinta e quatro.
- O caso, movido contra a Sompo Holdings, foi arquivado em dois mil e vinte e quatro por falta de jurisdição.
- Os herdeiros argumentam que a exibição da pintura em Chicago cria vínculos legais para reavaliar a ação.
- A defesa da Sompo contesta a aplicação da legislação HEAR Act, que busca a recuperação de obras de arte confiscadas durante o Holocausto.
Os herdeiros de Paul von Mendelssohn-Bartholdy solicitaram ao Tribunal de Apelações do Sétimo Circuito dos EUA, em Chicago, a reabertura do processo que visa a devolução da pintura Sunflowers, de Vincent van Gogh. Eles alegam que a obra foi vendida sob coação nazista em 1934. O caso, movido contra a Sompo Holdings, uma companhia de seguros japonesa, foi arquivado em 2024 por um tribunal inferior, que alegou falta de jurisdição.
Os herdeiros argumentam que a exibição da pintura em Chicago estabelece vínculos legais suficientes para que o tribunal possa reavaliar a ação. O advogado Thomas Hamilton, que representa os herdeiros, descreveu a venda como um “acordo do diabo” forçado pela opressão nazista. Ele ressaltou que a ação se baseia na HEAR Act, uma legislação de 2016 que busca a recuperação de obras de arte confiscadas durante o Holocausto.
Além da devolução da pintura, os herdeiros buscam também a restituição dos lucros obtidos pela Sompo com a exibição da obra em 2001. A defesa da Sompo, liderada por Daniel Graham, contesta a aplicação da HEAR Act ao caso, argumentando que a venda em leilão não se configura como confisco nazista.
A disputa legal destaca a complexidade das reivindicações de arte roubada e a luta contínua por justiça em relação a bens confiscados durante a era nazista. O desfecho desse caso pode ter implicações significativas para outras reivindicações semelhantes no futuro.
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