- Ai Weiwei criticou o jornal alemão Die Zeit por distorcer suas declarações em um artigo recente e por censura em uma publicação anterior.
- A crítica surgiu após a publicação do texto “A Irritação”, que abordou sua instalação em Kyiv.
- Ai recebeu um pedido de entrevista do Die Zeit em agosto e expressou descontentamento com uma experiência anterior, quando um artigo seu foi editado e não publicado.
- Durante a entrevista, ele notou que as perguntas não estavam relacionadas à sua exposição e questionou a jornalista sobre a instalação, que ela admitiu não ter visto.
- O Die Zeit não se manifestou sobre as alegações até o fechamento da matéria.
Artista Ai Weiwei critica Die Zeit por distorções e censura
O artista chinês Ai Weiwei denunciou o jornal alemão Die Zeit por distorcer suas declarações em um artigo recente e por censura em uma publicação anterior. A crítica foi feita após a publicação do texto “A Irritação”, que abordou sua instalação em Kyiv.
Em uma postagem na plataforma X, Ai relatou que, em agosto, recebeu um pedido de entrevista do Die Zeit, através da agência Ribbon International PR. Ele expressou surpresa, lembrando de uma experiência negativa anterior, quando um artigo que escreveu foi editado e não publicado. “A recusa foi um ato de censura”, afirmou.
A entrevista ocorreu em 14 de setembro, em Kyiv, onde Ai apresentou uma instalação em resposta ao conflito armado. Durante a conversa com a jornalista Olivia Kortas, ele notou que as perguntas não estavam relacionadas à sua exposição. Ai questionou se ela havia visto a instalação, ao que ela admitiu que não.
Distorções e Reações
O artigo de Die Zeit sugeriu que as obras de Ai ofendem muitos e que suas declarações levantam suspeitas entre artistas ucranianos. Ele reiterou sua posição de que a entrega de armas pela Alemanha agrava o conflito, afirmando que qualquer nação que não busque a paz contribui para a guerra.
Em resposta à publicação, Ai Weiwei afirmou que o texto não refletia a realidade e continha distorções e julgamentos subjetivos. Ele criticou a atuação do Die Zeit, ressaltando que um veículo com a história do jornal deveria agir de maneira mais justa. “Quando uma sociedade perde seu senso de justiça, corre o risco de reviver os capítulos mais sombrios de sua história”, alertou.
O Die Zeit não se manifestou sobre as alegações até o fechamento desta matéria.
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