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Galeria de Thaddaeus Ropac é inaugurada em Milão e enfrenta desafios para o sucesso

Nova galeria promete atrair colecionadores e gerar €1,5 bilhão para o setor nos próximos três anos, impulsionando a economia local.

Exibição da nova mostra conjunta de Georg Baselitz e Lucio Fontana no espaço de Thaddaeus Ropac em Milão (Foto: Reprodução)
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  • A nova galeria de Thaddaeus Ropac foi inaugurada em Milão no último fim de semana.
  • A abertura ocorre após a redução do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) sobre obras de arte de 22% para 5%.
  • A mudança fiscal, a mais baixa da Eurozona, pode gerar €1,5 bilhão para galerias e casas de leilão nos próximos três anos.
  • A galeria apresenta uma exposição conjunta de Georg Baselitz e Lucio Fontana, com obras da Fondazione Lucio Fontana.
  • Apesar do otimismo, o mercado de arte italiano ainda enfrenta desafios, como burocracia e um ambiente econômico frágil.

A nova galeria de Thaddaeus Ropac foi inaugurada em Milão, marcando um momento de otimismo no mercado de arte italiano. O evento ocorreu no último fim de semana, em meio a expectativas positivas após a redução do IVA sobre obras de arte de 22% para 5%. Essa mudança fiscal, anunciada em junho, é a mais baixa da Eurozona e promete atrair colecionadores, além de impulsionar a economia local.

Um estudo da consultoria Nomisma prevê que a nova taxa pode gerar €1,5 bilhão para galerias e casas de leilão nos próximos três anos, contribuindo para um crescimento econômico de €4,2 bilhões na Itália. A mudança também coincide com um aumento no interesse de colecionadores britânicos e europeus, que buscam alternativas fiscais mais favoráveis após mudanças no Reino Unido.

Ropac, que já possui galerias em Paris e outras cidades, acredita que Milão tem potencial para se tornar um centro artístico de relevância internacional. Ele destacou que a cidade ainda carece de infraestrutura comparável a Paris ou Londres, mas possui instituições culturais de destaque. “Primeiro vêm os artistas, depois as academias e instituições, e então o mercado segue,” afirmou Ropac, enfatizando a importância de um ecossistema artístico robusto.

Apesar do otimismo, o mercado de arte na Itália enfrenta desafios persistentes, como burocracia excessiva e um ambiente econômico frágil. Massimo De Carlo, um dos principais galeristas de Milão, observou que a abertura de novas galerias não garante mudanças significativas no cenário local. Ele ressaltou que, embora a redução do IVA seja um passo positivo, os problemas estruturais ainda precisam ser abordados.

A nova galeria de Ropac apresenta uma exposição conjunta de Georg Baselitz e Lucio Fontana, com obras emprestadas pela Fondazione Lucio Fontana. A expectativa é que a reforma tributária traga um novo fôlego ao mercado, permitindo que colecionadores se sintam mais à vontade para investir em arte. A diretora executiva da galeria, Elena Bonanno di Linguaglossa, expressou confiança na transformação que a nova taxa pode trazer, afirmando que “agora temos a menor taxa de IVA na Europa”.

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