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Teatro Oficina lança acervo digital com figurinos de mais de 50 espetáculos

Acervo digital do Teatro Oficina disponibiliza cerca de cinco mil figurinos de mais de cinquenta espetáculos, catalogados e acessíveis gratuitamente a partir de 22 de outubro

Casa de Acervo.Oficina
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  • Teatro Oficina mantém no sobrado do Bixiga o acervo Casa de Acervo.Oficina, com cerca de 5 mil peças de roupas, adereços e objetos de cena de mais de cinquenta espetáculos desde a década de 1990.
  • Desde julho, equipe formada por artistas da companhia e especialistas em conservação têxtil fotografa e cataloga cada item, com dados como tecido, dimensões e estado de conservação.
  • A partir de 22 de outubro, o acervo catalogado ficará disponível on-line de forma gratuita, resultado de edital do Programa de Ação Cultural (ProAc), do governo estadual.
  • O acervo é dirigido pela diretora de cena Elisete Jeremias; a organização segue critérios de conservação, incluindo uso de luvas e máscaras para manuseio das peças.
  • O acervo reúne peças de Zé Celso Martinez, diretor e fundador, e de Lina Bo Bardi, responsável pela construção do prédio, com destaque para o espetáculo Os Sertões, que ganhou sala própria de figurinos.

O Teatro Oficina guarda em um sobrado no Bixiga cerca de 5 mil itens de figurino, adereços e objetos de cena. O acervo soma mais de 50 espetáculos desde a década de 1990 e funciona como memória da companhia. O espaço é chamado Casa de Acervo.Oficina e abriga peças divididas em oito cômodos.

Desde julho, uma equipe formada por artistas da própria companhia e especialistas em conservação têxtil fotografam e catalogam cada item. Informações como tecido, dimensões e estado de conservação são registradas, além do espetáculo em que foram usados.

A catalogação ficará disponível gratuitamente on-line a partir de 22 de outubro, resultado de edital do Programa de Ação Cultural (ProAc), do governo estadual. Elisete Jeremias comanda a operação, integrando quase seis décadas de atuação no Oficina.

Acervo e catalogação

A organização segue a ordem cronológica das montagens, iniciando com As Boas e Hamlet, da década de 1990. A exceção é Os Sertões, dos anos 2000, com uma sala dedicada apenas aos figurinos. A montagem reúne cinco partes e cerca de 26 horas de encenação. Uma arara inteira abriga os uniformes do exército do início do século 20.

Peças de espetáculos em cartaz hoje também integram o acervo, como Senhora dos Afogados e Os Sete Gatinhos. O acervo separa ainda roupas usadas por Zé Celso Martinez, fundador da companhia, e roupas de Lina Bo Bardi, arquiteta do prédio.

O trabalho é cuidadoso: artistas utilizam luvas e máscaras ao manusear as peças. A equipe também recorre a livros de pesquisa, DVDs de peças filmadas e à memória de Elizete e da camareira Cida Mello, com trinta anos de atuação no Oficina. A peça mais antiga catalogada é um avental de 1991, usado na produção As Boas.

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