- Nos últimos anos, casas de leilão enfrentaram um exôdo de especialistas, especialmente em colecionismo nichado, criando oportunidades para galerias de arte.
- A galeria de Pilar Ordovas inaugura a exposição “Dialogues”, que apresenta obras de arte africana e oceânica junto a peças modernas e contemporâneas.
- A mostra, que ficará em cartaz até 12 de dezembro, é fruto da colaboração com Jean Fritts e Pierre Mollfulleda, ex-especialistas da Sotheby’s.
- Entre as obras destacadas, estão peças que participaram da exposição “Primitivism in 20th Century Art” no MoMA, em 1984, muitas exibidas pela primeira vez em Londres.
- A exposição reflete o crescimento do mercado de arte africana e oceânica, com obras de artistas renomados e preços que variam de US$ 25 mil a US$ 6 milhões.
Nos últimos anos, o setor de arte tem enfrentado um exôdo de especialistas de casas de leilão, especialmente nas áreas de colecionismo mais específicas. Essa mudança tem aberto novas oportunidades para galerias de arte, como a de Pilar Ordovas, que inaugura a exposição “Dialogues”. A mostra, que será exibida até 12 de dezembro, reúne obras de arte africana e oceânica ao lado de peças modernas e contemporâneas.
A exposição “Dialogues” é resultado da colaboração de Pilar Ordovas com Jean Fritts, ex-presidente do departamento de Arte Africana e Oceânica da Sotheby’s. Fritts, que agora atua como consultora, trouxe sua experiência e a de Pierre Mollfulleda, também ex-Sotheby’s, para montar uma seleção de objetos raros, muitos dos quais estão sendo apresentados pela primeira vez em Londres.
Pilar Ordovas, que trabalhou por 13 anos na Christie’s, destaca que a saída de especialistas das casas de leilão proporciona uma “grande oportunidade” para colaborações e exposições focadas. “A flexibilidade de ter uma galeria permite explorar projetos que realmente me interessam”, afirma Ordovas. A ideia para “Dialogues” surgiu de uma exposição anterior, onde ela trabalhou pela primeira vez com Fritts.
Obras em Destaque
Entre as peças em exibição, destacam-se três obras que participaram da importante exposição “Primitivism in 20th Century Art” no MoMA, em 1984. Incluem uma figura Iatmul da Papua Nova Guiné, um figure reliquiário Kota do Gabão e uma máscara Bamana do Mali. Fritts ressalta que é raro ver um grupo de tal importância em Londres, com a maioria das obras sendo exibidas pela primeira vez no Reino Unido.
O mercado de arte africana e oceânica, que tradicionalmente gira em torno de Paris e Nova York, mostra sinais de crescimento. Em março de 2024, um cabeçote reliquiário Fang foi vendido por €14,7 milhões, estabelecendo um novo recorde em leilão. A exposição “Dialogues” não apenas apresenta arte de qualidade, mas também reflete a intersecção entre colecionadores de arte africana e contemporânea ocidental.
A mostra inclui obras de artistas renomados como Pablo Picasso, Julio González e David Hammons, com preços variando de US$ 25 mil a US$ 6 milhões. A combinação de arte moderna e objetos tradicionais promete atrair tanto colecionadores quanto o público em geral, ampliando o diálogo entre diferentes culturas e épocas.
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