- A partir de 14 de outubro, a Gol oferecerá uma nova categoria de passagens internacionais chamada Basic, que não inclui bagagem de mão. Apenas um artigo pessoal pequeno será permitido, como uma bolsa ou mochila, que caiba embaixo do assento.
- A nova tarifa será testada na rota Rio de Janeiro–Montevidéu e em voos internacionais com origem no exterior.
- A Latam já oferece essa modalidade em voos para destinos do Mercosul, enquanto a Azul não terá alterações por enquanto.
- Em voos nacionais, a bagagem de mão continua garantida, conforme as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que exige pelo menos uma bagagem de mão gratuita.
- Para os trechos internacionais, o item pessoal da Gol deve medir até 32 cm x 22 cm x 43 cm, enquanto na Latam o limite é de 10 kg e dimensões de 45 cm x 35 cm x 20 cm. A bagagem de mão tradicional será cobrada à parte.
A partir desta terça-feira (14), a Gol passará a oferecer uma nova categoria de passagens internacionais chamada Basic, que não inclui bagagem de mão, apenas um artigo pessoal pequeno, como uma bolsa ou mochila, que caiba embaixo do assento. Muita gente ficou preocupada, mas calma: dentro do Brasil, nada mudou!
- A Gol vai testar a tarifa sem bagagem de mão a partir de 14 de outubro, apenas na rota Rio de Janeiro–Montevidéu e em voos com origem no exterior com destino ao Brasil.
- A Latam também oferece essa modalidade somente em voos para destinos do Mercosul, como Argentina, Chile e Uruguai.
- Já a Azul segue sem alterações, por enquanto.
Ou seja: em voos nacionais, sua bagagem de mão continua garantida, conforme as regras da ANAC. De acordo com a Resolução nº 400/2016, todas as tarifas de voos domésticos devem incluir pelo menos uma bagagem de mão gratuita. Por isso, a nova categoria vale apenas para voos internacionais da Gol e para o trecho Rio (Galeão) x Montevidéu.
Para os trechos internacionais, segundo as regras da Gol, o item pessoal deve medir até 32 cm x 22 cm x 43 cm, sem especificação de peso. Na Latam, o limite é de 10 kg e dimensões de 45 cm x 35 cm x 20 cm, incluindo bolsos e alças. A bagagem de mão tradicional, de até 55 cm x 35 cm x 25 cm e 10 kg, passa a ser cobrada à parte, mesmo em voos curtos.
A lógica das “low cost” chega ao Brasil
A cobrança por bagagens — despachadas ou de mão — faz parte de uma tendência global de “tarifas desmembradas”, comum em companhias aéreas de baixo custo (*low cost*).
Essas tarifas permitem que o passageiro pague apenas pelo essencial, mas também criam uma segmentação de acesso: quem pode pagar mais, leva mais.
Segundo especialistas do setor, a medida busca compensar a alta do combustível, o câmbio e os custos pós-pandemia. Ainda assim, consumidores e órgãos de defesa do consumidor alertam para a falta de transparência na comunicação dessas mudanças.
Muitos turistas, pouco espaço
Enquanto as companhias tentam reduzir custos, o turismo global enfrenta seu próprio esgotamento. Um relatório da *Xataka* mostra que o número de passageiros aéreos cresce cerca de 4% ao ano, pressionando cidades, aeroportos e o meio ambiente.
Destinos como Veneza, Barcelona e Machu Picchu já impõem taxas e cotas de visitantes. O termo “overtourism”, ou turismo excessivo, virou sinônimo de colapso urbano e ambiental. Estudos indicam que o turismo é responsável por 8,8% das emissões globais de carbono, com a aviação concentrando até três quartos dessa pegada.
A busca por alternativas mais sustentáveis, como combustíveis limpos, hidrogênio e eletrificação de aviões, ainda é lenta. Enquanto isso, as empresas apostam em tarifas mais restritas e incentivos ao consumo leve, como forma de equilibrar finanças e imagem ecológica.
O passageiro entre o custo e a escolha
A nova tarifa Basic representa mais do que uma estratégia comercial: é o retrato de um modelo de viagem em transformação. Com o aumento das restrições, os viajantes precisam escolher entre pagar mais por conforto ou se adaptar ao essencial, algo que também se reflete nas discussões sobre consumo consciente, sustentabilidade e mobilidade global.
No fim das contas, voar ficou mais acessível — mas também mais apertado: na mala, no assento e no planeta.
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