- No Te Papa, museu nacional da Nova Zelândia, mestres tatuadores Māori realizaram uma cerimônia pública de tā moko em oito voluntários, diante de centenas de espectadores, acompanhada pelo lançamento de uma pesquisa sobre 200 cabeças toi moko preservadas.
- A pesquisa analisa cabeças toi moko mantidas em ambiente controlado para compreender técnicas ancestrais dos mestres, mostrando que o moko envolve prática profunda, não sendo apenas tinta.
- O movimento de maior visibilidade do tā moko na Nova Zelândia inclui dados de que, em dois mil e dezenove, cerca de 18% da população Māori já possuía moko, com aumento desde dois mil e treze, e figuras públicas passaram a adotá-lo.
- O pesquisador Sir Derek Lardelli, presente no evento, afirma que as descobertas ajudam a moldar a abordagem contemporânea dos artistas, revelando a ligação entre arte, identidade e história.
- Raniera Warren, voluntário com moko kanohi, disse que o desenho simboliza a jornada de aprendizado da língua Māori e o desejo de transmiti-lo aos filhos, fortalecendo a revitalização cultural.
Em um evento recente no Te Papa, o museu nacional da Nova Zelândia, mestres tatuadores Māori realizaram uma cerimônia pública de aplicação de tā moko, a tradicional tatuagem Māori, em oito voluntários. O evento atraiu centenas de espectadores e marcou o lançamento de uma pesquisa inovadora sobre 200 cabeças toi moko preservadas, que revela técnicas ancestrais dos mestres tatuadores.
Tā moko está se tornando cada vez mais visível na Nova Zelândia. Dados de um estudo de 2018 indicam que cerca de 18% da população Māori possui moko, um aumento significativo em relação a 2013. A popularidade da tatuagem tem crescido, com figuras públicas, como os co-líderes do Te Pāti Māori, adotando essa expressão cultural. Tamahou Temara, gerente da organização Toi Māori Aotearoa, destaca que a aceitação do moko é notável, afirmando que “nossa gente adotou o moko com força”.
Pesquisa Reveladora
A pesquisa recente sobre as cabeças toi moko, que são mantidas em um ambiente controlado no Te Papa, fornece insights valiosos sobre a prática de tatuagem ancestral. Sir Derek Lardelli, um dos mestres tatuadores presentes no evento, afirma que as descobertas moldaram a abordagem contemporânea dos artistas. As cabeças, que serviam como recordações de entes queridos ou troféus de guerra, revelam a complexidade e a beleza do moko, que é mais do que apenas tinta na pele.
Os mestres tatuadores do passado eram considerados “artesãos extremos”, com profundo entendimento da forma humana e da movimentação da pele. Eles não apenas aplicavam tinta, mas também realizavam cortes e incisões para criar desenhos significativos. Essa conexão íntima entre artista e cliente é fundamental para a criação de um moko que represente verdadeiramente a identidade e a história do portador.
Significado Cultural
Os voluntários que receberam moko durante o evento compartilharam suas histórias pessoais, refletindo a importância cultural e espiritual da tatuagem. Raniera Warren, que recebeu um moko kanohi, expressou que seu desenho simboliza sua jornada de aprendizado da língua Māori, que deseja transmitir aos filhos. Essa prática de revitalização cultural tem se mostrado essencial para fortalecer a identidade Māori na sociedade contemporânea.
Com o aumento da visibilidade do tā moko, a Nova Zelândia testemunha um renascimento cultural, onde as tradições ancestrais são celebradas e preservadas. O evento no Te Papa não apenas educou o público sobre a arte do moko, mas também reafirmou a importância da conexão entre passado e presente na cultura Māori.
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