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Art Toronto dá destaque a artistas latino-americanos com nova seção curada

Art Toronto lança Arte Sur, seção latino-americana com onze galerias, visando novos mercados diante da guerra comercial entre Canadá e Estados Unidos

William Gaber, Dualidad II, 2024 Courtesy Alejandra Topete Gallery
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  • Art Toronto ocorre de 23 a 26 de outubro, no Metro Toronto Convention Centre, em sua 26ª edição, com a seção curada Arte Sur dedicada à arte latino-americana e participação de 11 galerias de México, Costa Rica, Argentina, Chile e Peru.
  • A curadoria fica a cargo de Karen Huber, de Cidade do México, e inclui a Swivel, de Nova York, além da Judas Galería, de Valparaíso, Chile; Mia Nielsen é a diretora da feira.
  • A seção Arte Sur acontece em meio a tensões comerciais entre Estados Unidos e Canadá, com o objetivo de criar diálogos entre as artes dos dois continentes.
  • Mais da metade das galerias apresentarão obras de artistas indígenas, representando a maior participação já registrada; destacam-se Sheroanawe Hakihiiwe, da comunidade Yanomami, e Natalia Montoya, artista Aymara.
  • A popularidade da arte latino-americana entre canadenses aumenta, com continuidade de visitação na Cidade do México crescendo 11,8% no primeiro semestre; Nielsen diz que a iniciativa pode fortalecer a cena artística no Canadá.

Art Toronto, a principal feira de arte do Canadá, ocorrerá entre os dias 23 e 26 de outubro no Metro Toronto Convention Centre. Em sua 26ª edição, o evento introduz a seção curada Arte Sur, dedicada à arte latino-americana, com a participação de 11 galerias e artistas de países como México, Costa Rica, Argentina, Chile e Peru.

O lançamento de Arte Sur ocorre em um contexto de tensões comerciais entre os Estados Unidos e o Canadá, que, segundo Mia Nielsen, diretora da feira, busca estabelecer diálogos significativos entre as artes dos dois continentes. A curadora Karen Huber, de Cidade do México, foi responsável por reunir as galerias participantes, incluindo a Swivel, de Nova York, e a Judas Galería, de Valparaíso, Chile. Essa seção visa diversificar o mercado artístico em meio a incertezas econômicas.

Artistas indígenas também terão destaque na feira, com mais da metade das galerias apresentando obras desse grupo, representando a maior participação até agora. Entre os artistas, estão Sheroanawe Hakihiiwe, da comunidade Yanomami, e Natalia Montoya, uma artista Aymara. A seção Arte Sur promete criar novas conexões culturais, refletindo tópicos como identidade e questões sociais.

A crescente visitação de canadenses a eventos artísticos na Cidade do México, que aumentou 11,8% no primeiro semestre deste ano, demonstra um interesse significativo na arte latino-americana. Huber observa que essa interação cultural pode enriquecer a cena artística canadense. A nova seção é vista como uma oportunidade para expandir mercados e fortalecer laços entre as comunidades artísticas do continente.

Nielsen enfatiza a importância de unir culturas através da arte, especialmente em tempos de incerteza. O evento Art Toronto, ao incluir Arte Sur, reafirma seu compromisso em promover a diversidade e a inclusão nas artes, criando um espaço para artistas emergentes e estabelecidos.

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