- O bairro da Liberdade, em São Paulo, foi eleito um dos 25 melhores destinos para viajar em 2026 pela revista Lonely Planet, sendo o único representante brasileiro na lista.
- O guia destaca a Liberdade como o “melhor cruzamento entre gastronomia e cultura”, mencionando o Museu da Imigração Japonesa, a Capela dos Aflitos e restaurantes de comida asiática.
- A Liberdade é reconhecida por sua forte identidade cultural japonesa, que se consolidou com a chegada de imigrantes no início do século 20.
- A Feira da Liberdade, criada em 1975, é um ponto de encontro cultural e social, oferecendo comidas típicas e artesanato asiático todos os fins de semana.
- O bairro também abriga lojas de produtos importados e um Museu da Imigração Japonesa, além de espaços tranquilos como o Jardim Oriental.
O Guia de viagens da Lonely Planet, considerada uma das maiores revistas especializadas em viagem no mundo, colocou o bairro da Liberdade, em São Paulo, como um dos 25 melhores destinos para se viajar em 2026, sendo o único representante brasileiro do ranking.
Ele é considerado a principal pedida da lista para quem quer o “Melhor cruzamento entre gastronomia e cultura”. No texto, o guia cita o Museu da Imigração Japonesa, a Capela dos Aflitos e restaurantes de comida típica asiática
O bairro nipo-brasileiro entra na lista ao lado da Finlândia, do Peru, de Maine, nos Estados Unidos, e da Cidade do México, sendo o único bairro, enquanto os outros variam de estados inteiros a parques e ilhas.
A história do bairro da liberdade
O bairro da Liberdade, em São Paulo, surgiu no século 18, quando a região era periférica e abrigava a “Casa da Pólvora”, usada para guardar explosivos. Na época, funcionava como passagem entre o centro da cidade e povoados vizinhos, com pouca ocupação urbana.
No início do século 20, a Liberdade passou a receber imigrantes japoneses, especialmente após a chegada do navio Kasato Maru em 1908. A comunidade se instalou, criou comércio local, associações culturais e jornais e consolidou o bairro como polo da colônia japonesa na cidade.
Nas décadas seguintes, a Liberdade passou por intervenções que reforçaram ainda mais sua identidade oriental, como a instalação de lanternas e portais decorativos.
Em 1975, foi criada oficialmente a Feira da Liberdade, que trouxe comércio, artesanato e gastronomia típicos que transformaram a região em um ponto de encontro cultural e social da comunidade japonesa.
O que fazer na Liberdade?
A Liberdade agarrou a sua essência cultural japonesa até se tornar o que é hoje: um grande polo turístico, gastronômico e a principal concentração da cultura asiática na cidade de São Paulo. Além da identidade japoneas, o bairro também traz a cultura de outros países asiáticos.
Para chegar na Liberdade, o melhor meio é através do metrô, descendo na estação Japão – Liberdade da linha 1-Azul, que fica no coração do bairro.
Ao chegar, é possível achar diversos restaurantes tradicionais de comida japonesa, com pratos como Sushi e Lámen, churrascos coreanos e comidas típicas chinesas e tailandesas.
Se quiser provar essas comidas tradicionais sem enfrentar filas longas ou aproveitá-las enquanto explora a região, a melhor opção é a Feira da Liberdade, que acontece todos os fins de semana, das 10h às 18h. Lá é possível encontrar barracas com comidas asiáticas, doces e salgadas, além de souvenirs do bairro e da cultura japonesa.
Fora da gastronomia mas ainda perto das comidas, outra febre na liberdade são as lojas de produtos importados, principalmente salgadinhos, lámens instantâneos, refrigerantes e doces com diversos sabores que não estão presentes no Brasil e podem deixar uma enorme saudade para quem provar pela primeira vez.
A cultura é outro aspecto marcante no bairro, com o Museu da Imigração Japonesa, que reúne registros da chegada dos japoneses a São Paulo, fotografias e objetos tradicionais que apresentam a história do local.
Para momentos mais tranquilos, o Jardim Oriental oferece um espaço menor, com um pequeno lago e arquitetura típica japonesa, distante da multidão e das longas caminhadas.
Além disso, o mundo geek também é muito presente no local, oriundo da cultura otaku de animes e mangás que se misturam com lojas de videogame, jogos de tabuleiro e card games. Também é possível encontrar diversos gashapons em galerias ou lojas. Essas são as famosas máquinas japonesas de venda, onde você coloca uma ficha e recebe um item aleatório, geralmente bonecos.
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