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Redescobrindo Roger Fry, artista de Bloomsbury esquecido que apresentou Cézanne e Van Gogh ao mundo

Charleston, Firle, East Sussex, abre mostra solo de Roger Fry de 15 de novembro de 2025 a 15 de março de 2026, reunindo mais de sessenta obras de coleções privadas

Still Life Flowers in a Jug at Charleston (around 1919) by the Bloomsbury Group artist Roger Fry © The artist
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  • Exposição solo de Roger Fry no Charleston, Firle, East Sussex, acontece de 15 de novembro de 2025 a 15 de março de 2026.
  • A mostra reúne mais de sessenta obras de coleções privadas, entre cerca de oitenta peças, incluindo retratos de amigos e amantes como E. M. Forster e Vanessa Bell.
  • A curadoria enfatiza a vida de viajante de Fry e a influência dele na pintura, além de suas ligações com o Grupo Bloomsbury.
  • A diretora do Charleston, Nathaniel Hepburn, afirma que Fry viveu o momento diante de uma tela; a exposição traz obras como Still Life With Coffee Pot e Still Life with T’ang Horse.
  • A mostra destaca a importância de Fry como introdutor de Cézanne e Van Gogh ao público britânico, além de remeter às frentes de Omega Workshops, Burlington Magazine, Cambridge e Courtauld Institute; algumas peças menos conhecidas não são exibidas desde a primeira mostra.

Roger Fry, artista e historiador da arte, será homenageado em uma exposição solo no Charleston, em Firle, East Sussex, de 15 de novembro de 2025 a 15 de março de 2026. A mostra visa reavaliar sua contribuição à arte, reunindo mais de 60 obras de coleções particulares, entre cerca de 80 peças expostas. Fry, que introduziu artistas como Cézanne e Van Gogh ao público britânico e americano, teve um papel crucial na mudança de gosto artístico na época.

A curadoria da exposição destaca não apenas a carreira de Fry como pintor, mas também sua vida como viajante e suas conexões com o Grupo Bloomsbury. Obras como retratos de amigos e amantes, incluindo E. M. Forster e Vanessa Bell, estarão em destaque. A diretora do Charleston, Nathaniel Hepburn, enfatiza que Fry “viveu para o momento em que estava diante de uma tela”, refletindo sua paixão pela pintura.

Fry também foi um dos fundadores da Omega Workshops e co-fundador da Burlington Magazine, além de lecionar na Universidade de Cambridge. Sua influência se estendeu à cerâmica britânica e ao Courtauld Institute. A exposição promete trazer à tona sua importância, que, segundo Hepburn, foi “extraordinária”. Obras como “Still Life With Coffee Pot” e “Still Life with T’ang Horse” estarão presentes, além de peças menos conhecidas que não são exibidas desde sua primeira mostra individual.

Conexões e Experimentações

Os visitantes poderão observar a relação entre as obras de Fry e as de seus contemporâneos. Por exemplo, a semelhança entre “Cypresses in Turkey” de Vanessa Bell e “Cypresses, Broussa” de Fry, que mostra como eles pintavam lado a lado. Essa troca criativa gerou paisagens que misturam estilos, desde o impressionismo até o cubismo. Uma das descobertas mais emocionantes da curadoria foi uma natureza morta de 1921, que não era exibida há décadas.

A exposição no Charleston não só reintroduz Fry ao público, mas também destaca a relevância do Grupo Bloomsbury na arte contemporânea. Com isso, Fry é finalmente reconhecido como um artista excepcional, que deixou uma marca indelével na história da arte.

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