- A exposição The Big Review: Manet & Morisot chega ao Legion of Honor, em São Francisco, inaugurando em 12 de novembro de 2025 e explorando a relação entre Édouard Manet e Berthe Morisot.
- O show sugere que Manet, inicialmente próximo de Morisot, passou a imitar traços do estilo dela, com mudanças de paleta e pincelada, reunindo obras que representam as quatro temporadas.
- Destaca-se a comparação entre Before the Mirror (Manet) e Woman at her Toilette (Morisot), evidenciando uma abordagem mais suave e atmosférica em ambos.
- A curadoria aborda as dificuldades de Morisot para reconhecimento em uma época de patriarcado, com o crítico Sebastian Smee ressaltando o impacto do sexismo em sua carreira.
- A seção final da mostra foca em Morisot e nos retratos da filha Julie, oferecendo imersão no universo íntimo da artista e reforçando a importância de Morisot na história da arte.
A nova exposição “The Big Review: Manet & Morisot” no Legion of Honor, em São Francisco, destaca a relação artística entre os renomados pintores Édouard Manet e Berthe Morisot. A mostra, que se inaugurou em 12 de novembro de 2025, explora como Manet, conhecido por suas obras ousadas, começou a adotar características do estilo de Morisot, uma das principais figuras do Impressionismo.
A exposição reúne obras que representam as quatro estações, enfatizando a importância de Morisot em um contexto marcado por limitações de gênero. O curador da mostra aponta que, apesar de Manet ser mais estabelecido, ele se inspirou em Morisot, especialmente em sua paleta de cores e pinceladas. Um exemplo notável é a comparação entre “Before the Mirror” de Manet e “Woman at her Toilette” de Morisot, onde ambos os artistas adotam uma abordagem mais suave e atmosférica.
A Influência de Morisot
As obras de Morisot, frequentemente mais delicadas, contrastam com a boldness de Manet. Contudo, a exposição sugere que Manet se tornou uma espécie de “farol artístico” para Morisot. O impacto dela sobre ele se torna evidente em pinturas como “Summer” e “Winter”, que Morisot apresentou na quinta exposição impressionista de 1880. Manet, em seus últimos anos, também começou a trabalhar em retratos que se alinham com a temática das estações, completando um diálogo artístico entre eles.
A mostra também reflete sobre as dificuldades enfrentadas por Morisot em ser reconhecida como artista em uma época de forte patriarcado. O crítico de arte Sebastian Smee menciona que Morisot lidou com tensões entre suas ambições artísticas e as expectativas sociais, destacando o impacto do sexismo em sua carreira.
A Última Galeria
O encerramento da exposição é dedicado a Morisot, apresentando uma série de retratos de sua filha, Julie, em diferentes fases da infância. Essa parte da mostra permite uma imersão no universo emocional e íntimo de Morisot, destacando sua habilidade de capturar momentos efêmeros com um toque delicado. A exposição “The Big Review: Manet & Morisot” não apenas celebra a conexão entre esses dois artistas, mas também reafirma a relevância de Morisot na história da arte.
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