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Exposição em Paris exibe joias excepcionais; tesouros do Louvre ausentes

Três itens irrecuperáveis do Louvre foram roubados em outubro; Dynastic Jewels recebe empréstimos do Museu Victoria e Albert e da família Al Thani no Hotel de La Marine

Corsage Brooch of Princess Mathilde Mellerio, also known as Meller, Paris, c. 1864 © The Al Thani Collection, 2018. All rights reserved. Photograph by Prudence Cuming Associates Ltd
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  • Exposição Dynastic Jewels com mais de cem joias abre hoje no Hotel de La Marine, em Paris, com peças pela primeira vez na cidade.
  • A mostra mostra o papel das joias no poder entre monarquias europeias e coleções privadas, com itens que datam principalmente de 1800 a 1920, incluindo a coroa de diamantes e safiras presenteada a Victoria por Albert.
  • Três itens irrecuperáveis do Louvre — tiara de pérolas de 1853 e dois pares de brincos de pérola das Imperatrizes Eugenie e Josephine — estavam no catálogo, mas foram roubados em outubro.
  • O empréstimo inclui cerca de sessenta obras do Victoria and Albert Museum (V&A) e grande parte da coleção da família Al Thani, que aluga 400 metros quadrados do local desde 2021, por €1 milhão por ano, em contrato de vinte anos.
  • O presidente da curadoria, Hamad bin Abdullah Al Thani, acompanha o projeto, que utiliza vitrines imperfeitas e iluminação cuidadosa; o custo total da montagem não foi divulgado.

O Hotel de La Marine, em Paris, abre hoje a exposição Dynastic Jewels, com mais de 130 joias em exposição. A mostra relembra a transferência de prestígio entre monarquias europeias e coleções privadas, com empréstimos da V&A e da família Al Thani.

Entre peças históricas, a mostra destaca itens que vão de Catherine, a Grande, a Napoleão, até criações ligadas ao design de princesas, ressaltando o papel das joias na política e no romance. A curadoria acompanha itinerários de poder e valor.

Entretanto, três itens irrecuperáveis do Louvre aparecem no material do catálogo: uma tiara de pérolas de 1853 e dois pares de brincos de pérola das imperatrizes Eugenie e Josephine. Elas foram roubadas em outubro deste ano.

A exposição envolve liturgia de luzes e aluguel de salas pela família Al Thani desde 2021. O Sheikh Hamad bin Abdullah Al Thani participa ativamente do projeto, segundo o diretor da coleção. O custo total do evento não foi divulgado.

Parcerias e logística

Diversas peças são cedidas pela V&A, com destaque para a curadoria de Emma Edwards. Do lado europeu, o acervo inclui obras da coleção da família Al Thani, que utiliza 400 m2 do Hotel de La Marine sob contrato com o CMN, com cobrança anual de €1 milhão. O acordo tem vigência de 20 anos desde 2021.

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