- Em 2026, a esperança aparece como tema, em entrevistas com artistas como Olafur Eliasson e Luc Tuymans, gravadas no podcast *A brush with…*.
- Eliasson aborda a emergência climática em obras como a série fotográfica glacier melt, que compara geleiras de 20 anos atrás para evidenciar aquecimento global; ele comentou o resultado “catastroficamente ruim” da COP-30 no Brasil.
- O artista afirma que, apesar da frustração, é preciso agir e incentivar o engajamento cívico, destacando a importância de seguir pessoas que realizam ações úteis.
- Tuymans, por sua vez, explora a possibilidade da arte enfrentar traumas históricos e contemporâneos, inaugurando uma exposição em Nova York e chegando a Los Angeles, com referências a obras de Théodore Géricault.
- Ambos concordam que o público tem papel ativo na experiência da obra, mantendo a arte como vetor de reflexão e, em meio ao pessimismo, uma tábua de salvação baseada na esperança compartilhada.
Olafur Eliasson e Luc Tuymans dialogaram sobre o papel da arte diante da crise climática e política. A conversa analisou como obras visam despertar reflexão e ação, mesmo em tempos de incerteza.
O tema da entrevista circulou em torno de mobilização cívica, responsabilidade de artistas e a relação entre público e obra. O relato cita a experiência de Eliasson com a série gráfica Glacier Melt.
Ações e esperança na prática artística
Para Eliasson, agir é mais importante que alimentar esperanças vagas. O artista enfatiza que artistas e público devem buscar exemplos e reproduzir práticas bem-sucedidas para gerar impacto real.
O pesquisador Johan Rockström aparece como referência na compreensão de sustentabilidade global, destacando a importância de bases científicas para o trabalho artístico.
A conversa também aborda a mensagem direta aos espectadores, com obras que convidam a participação ativa, reconhecendo que cada visitante conclui a experiência de forma própria.
Possibilidades da arte diante de traumas históricos
Tuymans é descrito como estudioso das consequências políticas, especialmente nos EUA. Uma de suas referências é um diálogo com a obra de Géricault, reapresentada em uma leitura crítica sobre a condição atual.
O artista belga discute a distância estética como recurso para ampliar a percepção do público, criando espaço para empatia sem perder o distanciamento necessário.
Mesmo diante de cenários políticos adversos, Tuymans afirma que a arte pode atuar como elemento de questionamento e, em certo sentido, como fonte de esperança.
Entre na conversa da comunidade