- Master Drawings New York comemora a 20ª edição neste mês, de 30 de janeiro a 7 de fevereiro, em mais de duas dezenas de galerias no Upper East Side, em Manhattan.
- O evento, fundado em 2006 por Crispian Riley-Smith e Margot Gordon, foi adquirido em 2023 pelo marchand Christopher Bishop.
- O foco é em desenhos e obras em papel desde o século XV até hoje, mas o programa também inclui pintura, escultura e fotografia.
- São 36 dealers, com dez novos expositores, entre eles comércio europeu de Londres, Roma/Paris e Bruxelas; é a edição mais geograficamente diversa até hoje.
- Além das obras, a programação inclui um catálogo de destaques com 20 trabalhos relevantes vendidos em edições anteriores, que acabaram em museus como o Metropolitan Museum of Art e o Getty.
Master Drawings New York (MDNY) comemora 20 anos com expansão no mercado e na lista de expositores.
A feira acontecerá entre 30 de janeiro e 7 de fevereiro, em mais de duas dezenas de galerias no Upper East Side, em Manhattan. O evento, dedicado a desenhos, pinturas, esculturas e fotografia, mantém o foco em works on paper do século XV até hoje.
MDNY nasceu em 2006, criado pelos dealers Crispian Riley-Smith e Margot Gordon. Em 2023, a empresa foi adquirida pelo dealer Christopher Bishop, que já participava da mostra desde 2011 via Christopher Bishop Fine Art.
Participantes e programação
Este ano, a edição terá 36 dealers, com dez novos expositores vindos principalmente da Europa, como Charles Ede (Londres) e Miriam Di Penta Fine Arts (Roma/Paris). A diversificação reforça a presença internacional da feira.
A programação especial de 20 anos inclui um catálogo de highlights com 20 obras significativas vendidas em edições anteriores, que hoje integram grandes coleções e museus, como o Met e o Getty.
Entre as peças em destaque estão um retrato de chefe Seminole, de 1850, por Édouard Pingret, na banca Marty de Cambiaire; um estudo de penna e tinta de Bernardo Strozzi, de circa 1642-44, na Clase Fine Art; e uma pintura de Jean-Baptiste Riché, de Johann Gottfried Eiffe, apresentada pela Colnaghi.
Contexto de mercado
Bishop comenta que o mercado de desenhos vem ganhando espaço entre colecionadores mainstream, não apenas entre instituições. Ele ressalta que o público de desenho expandiu, incorporando modernismo e contemporâneo, fortalecendo a comunidade da feira.
O evento mantém a presença de curadores, que visitam as galerias para conhecer novas peças e participar de palestras e debates. A atmosfera atual evidencia uma maior aceitação dos desenhos como categoria de coleção própria, e não apenas como complemento a outras artes.
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