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Exposições a conferir durante a Mexico City Art Week

Mexico City Art Week destaca Hildebrandt na Casa Gilardi, Barbata e Hakihiiwe no Tamayo, Bishouty no Chopo e Jiménez no Muac, explorando memória e identidade

Analogue art: Gregor Hildebrandt’s inventive portrait of Luis Barragán uses cassette cases with custom-printed inlays to form a gridded image of the Mexican architect inside a wooden case
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  • Gregor Hildebrandt apresenta Gilardi Lilien, com mais de quarenta obras, entre 3 e 28 de fevereiro, no Casa Gilardi, em México City, explorando memória e o uso de mídias analógicas.
  • A exposição Wayamou: Lenguas de lo común permanece no Museo Tamayo de 6 de fevereiro a 10 de maio, reunindo a artista Laura Anderson Barbata e o artista Yanomami Sheroanawe Hakihiiwe para debater relação com a natureza e justiça social.
  • Nour Bishouty: Unlikely Mother fica no Museo Universitario del Chopo até 24 de maio, explorando vínculos maternais e expressão corporal, incluindo o filme A Catfish, a Mother, and a Puddle of Juice (2026).
  • Néstor Jiménez: One in a Million fica no Museo Universitario Arte Contemporáneo até 3 de julho, apresentando obras que refletem a vida de uma classe trabajadora urbana e temas de autoconstrução.
  • O conjunto de mostras destaca diálogos entre gerações e culturas, com foco em memória, identidade e questões sociais, em espaços culturais de Mexico City durante Art Week.

Durante a Mexico City Art Week, quatro museus e espaços de arte apresentam exposições que valorizam enfoque documental, diálogo intercultural e pesquisas formais. As mostras vão até o meio do ano e destacam artistas internacionais e talentos locais, com propostas que vão da memória material a narrativas sobre identidade.

Gregor Hildebrandt: Gilardi Lilien

Casa Gilardi, 3 a 28 de fevereiro

Na residência projetada por Luis Barragán, o artista alemão apresenta mais de 40 obras criadas entre 2005 e 2025. A mostra envolve pinturas, esculturas e instalações que utilizam suportes analógicos transformados, como cassetes e vinis, para explorar memória e som. Entre as peças estão retratos em caixas de cassette e colunas de discos de bronze e vinil.

A exposição, organizada pela Saenger Galería, marca a primeira grande individual de Hildebrandt no México desde participações anteriores em feiras e museus. O conjunto conserva o caráter conceitual do artista, com obras que reproduzem e reinterpretam objetos analógicos de maneira pictórica e escultórica.

Wayamou: Lenguas de lo común

Museo Tamayo, 6 de fevereiro a 10 de maio

A mostra reúne a mexicana Laura Anderson Barbata e o Yanomami Sheroanawe Hakihiiwe. O título wayamou deriva de uma expressão yanomami que remete a um diálogo para a resolução de conflitos. A parceria de mais de 30 anos busca estimular reflexão sobre relações com a natureza e justiça social.

Barbata apresenta trabalhos que vão de escultura a têxteis e desenhos, abordando temas de memória, corpo e mobilização social. Hakihiiwe expõe pinturas e desenhos em papel artesanal, ampliando o repertório com imagens da fauna e da floresta amazônica. O conjunto propõe uma conversa entre culturas e práticas artísticas distintas.

Nour Bishouty: Unlikely Mother

Museo Universitario del Chopo, até 24 de maio

Sob a curadoria de Miguel A. López, o Chopo concentra no espaço central a individual da artista jordano-americana Nour Bishouty. A mostra problematiza vínculos de parentesco, memória e expressão corporal, com o filme A Catfish, a Mother, and a Puddle of Juice (2026) como âncora.

Bishouty trabalha com vídeo, performances e artes têxteis para discutir gênero, pertencimento e linguagem. A obra utiliza narrativas híbridas para explorar o papel da mãe e da filha, inclusive por meio de gestos manuais, sombras com as mãos e objetos que remetem a experiências familiares. A exposição destaca linguagem e geografia como elementos de identidade.

Néstor Jiménez: One in a Million

MUAC, até 3 de julho

No Muac, o trabalho de Néstor Jiménez investiga a vida de classes trabalhadoras urbanas e a prática da autoconstrução, tema central para a produção do artista. A mostra apresenta colagens com recortes de anúncios de empregos, esculturas cerâmicas de estômagos vazios e séries de pinturas de fachadas de casas em luto, em tom azul.

A curadoria de Lucía Sanromán, primeira no Muac desde 2024, foca narrativas locais e gerações jovens na cena mexicana. O conjunto revela o cotidiano de trabalhadores, destacando a violência e as condições sociais que moldam o ambiente urbano da cidade.

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