- O Museo Experimental El Eco, em Cidade do México, celebra vinte anos desde a reabertura com uma exposição de novas comissões e uma performance interdisciplina durante a Art Week.
- O espaço, desenhado pelo artista germano-m mexicano Mathias Goeritz, segue a visão de “arquitetura emocional” e foi restaurado pela Universidad Nacional Autónoma de México em dois mil e quatro, mantendo a contribuição original de Goeritz.
- A mostra atual, Atmósfera Total, fica em cartaz até fevereiro e traz comissões novas de Leo Marz e Alberto Odériz, além de documentos e imagens da história do museu.
- A ideia de designação de patrimônio para o espaço está em análise oficial há mais de dois anos, com decisão final esperada após os trâmites necessários.
- Durante a Art Week, haverá uma performance que celebra o desempenho de abertura de setenta e cinco, em mil novecento cinquenta e três, reunindo dança e música pela Sinfonía 007 e Piñata en Llama, com figurinos de Aurea Bucio, no cinco de fevereiro, às dezenove horas.
O Museo Experimental El Eco, em Cidade do México, completa 20 anos desde a reabertura com uma exposição de novas obras encomendadas e uma performance multidisciplinar. A data marca também o andamento do espaço rumo ao status de patrimônio nacional.
O edifício, projetado pelo artista germano-mexicano Mathias Goeritz, tornou-se referência da arquitetura experimental dos anos 1950. A celebração celebra a visão de um espaço que visa reunir distintas disciplinas em uma única obra de arte total.
El Eco nasceu em 1952 pela encomenda do gallerista Daniel Mont, que ofereceu liberdade criativa a Goeritz. O arquiteto buscou uma escultura habitável onde várias artes convivem. O espaço expressa o Manifesto de Arquitetura Emocional de 1953, com ângulos pronunciados e cores marcantes.
A trajetória até hoje
Landa, diretor do museu, ressalta que El Eco foi o primeiro espaço na América Latina com foco específico na exibição de arte moderna. A ideia provocou controvérsia ao romper com práticas expositivas tradicionais.
O projeto original teve vida curta após a morte de Mont em 1953 e foi transformado em cabaré, bar e teatro. Em 2004, a Universidad Nacional Autónoma de México adquiriu o prédio abandonado e promoveu restauração criteriosa.
A gestão da UNAM, por meio da direção de artes visuais, objetivou reanimar a visão de Goeritz com programação temporária que dialoga com o espaço. O pátio continua a ser um elemento protagonista, onde a obra Serpiente de El Eco, de 1953, já esteve instalada. O balcão do bar original foi mantido.
Exposição atual e nova programação
A mostra de aniversário, intitulada Atmósfera Total e aberta até fevereiro, reúne imagens históricas e novas comissões de Leo Marz, do México, e Alberto Odériz, da Espanha. O conjunto destaca El Eco como objeto artístico integrado ao espaço.
Durante a Semana de Arte, haverá uma performance inspirada na abertura de 7 de setembro de 1953, que contou com Walter Nicks e o Ballet Negro. A apresentação envolve dança e música criadas pela Sinfonía 007 e pelo ensemble Piñata en Llama, com figurinos de Aurea Bucio (5 de fevereiro, às 19h).
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