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Cafeterias Kissaten no Japão usam grãos brasileiros

Kissaten de Shinjuku resistem com charme Showa; o grão brasileiro sustenta o café japonês em meio à nostalgia e à modernização

O Tajimaya Coffee está dentro de uma casa tradicional
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  • Kissaten em Shinjuku preservam décadas de história, com ambientes Showa, fumaça de cigarro e funcionamento há longos anos, maioria aceitando apenas dinheiro.
  • Em 2025, o Brasil vendeu ao Japão 153,9 mil toneladas de café em grão não torrado por US$ 1,082 bilhão, mantendo o Brasil entre os maiores fornecedores.
  • Coffee Seibu, inaugurado em 1964, mudou para Kabukicho em 2023 mantendo vitral, cadeiras de veludo e cardápio indulgente, sem fumar no novo espaço.
  • Coffee Times, aberto em 1967 próximo à antiga porta do Seibu, funciona como refúgio casual com móveis vintage, atendimento em dinheiro e itens clássicos de kissaten.
  • Tajimaya Coffee House, desde 1964, fica na entrada de Piss Alley e oferece salão de teto baixo, chá de chaleira de bronze, dorayaki e sobremesas em ambiente nostálgico.

O kissaten, cafeterias japonesas antigas, permanecem como cápsulas do tempo na vida agitada de Tóquio. Em Shinjuku, ruas iluminadas a néon guardam décadas de história, fumaça de cigarro e uma experiência de 50 anos ou mais. O retorno desse modelo atrai visitantes buscando calmaria e memória.

O Brasil é o principal fornecedor de café verde para o Japão. Em 2025, foram 153,9 mil toneladas vendidas por US$ 1,082 bilhão. O país sul-americano manteve-se na dianteira, seguido por Vietnã e Colômbia, segundo dados comerciais.

Coffee Seibu

O Coffee Seibu nasceu em 1964, com vitral no teto e cadeiras de veludo. Mesmo após a mudança para Kabukicho em 2023, o ambiente preserva a essência Showa, com fumo, balcão de madeira e serviço tradicional. O espaço continua aberto ao público sem fumar.

Entre as atrações, sobremesas fotogênicas em camadas de frutas e sorvete chamam a atenção. O cardápio inclui gelatina de café e sundaes, mantendo o espírito retrô em cada detalhe.

Coffee Times

Aberto desde 1967, o Coffee Times funciona como refúgio simples e funcional. O interior tem paredes de tijolo, luz baixa e móveis vintages. Assentos de veludo, jornais matinais e telefone retrô compõem o cenário diário dos frequentadores.

O cardápio, ainda em dinheiro, traz sanduíches de salada de ovo, torradas, café e chá. Em clima quase documental, o espaço funciona como extensão da rotina de quem vive em Shinjuku, sem pressa para mudanças.

Coffee Peace

Perto da Estação Shinjuku, o Coffee Peace funciona desde 1962. O ambiente lembra uma lanchonete simples, com iluminação fluorescente, painéis marrons e cabines de vinil. O público é diversificado, com office-boys, moradores de longa data e jovens da Geração Z.

Para comer, opções clássicas como sanduíche de ovo e panquecas são comuns. O café funciona como um respiro entre a movimentação da maior estação ferroviária do mundo.

Cafe Arles

O Cafe Arles, em Shinjuku-sanchome, não é apenas cat cafe. Localizado desde 1978, oferece um cenário Showa caprichoso, com gatos pelo ambiente, estantes de mangá e luminárias antigas. É um espaço de encontro entre tradição e curiosidade.

O cardápio inclui curry indiano omurice, com banana e caldo de cebola. O ambiente atrai quem busca uma experiência única, com objetos e atmosfera que remetem a décadas passadas.

Tajimaya Coffee House

A Tajimaya está dentro de uma casa de madeira, na entrada de Omoide Yokochō, também conhecido como Piss Alley. Desde 1964, o local oferece sala de teto baixo, vitrais e jazz suave, em meio a becos estreitos e lanternas.

O balcão é o destaque: baristas moem grãos torrados na casa e preparam cafés filtrados com chaleiras de bronze. A casa também serve dorayaki, sorvetes e bolos, em ambiente que privilegia o convívio entre clientes.

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