- De meio de janeiro até o fim do carnaval, pessoas em Mamoiada, na Sardegna, participam do ritual dos mamuthones e issohadores nas ruas.
- A tradição usa máscaras para marcar a passagem do inverno para a primavera, valorizando força coletiva e fé comunitária.
- Os mamuthones marcham em grupos de doze, referência aos doze meses do ano, enquanto os issohadores vestem roupas vermelhas e máscara branca sem expressão.
- As máscaras são objetos centrais do ritual, que envolve passos lentos, sinos pesados e uma relação simbólica entre homens e animais.
- O desfile e a preparação das máscaras, com entalhes e pintura, são parte essencial da celebração que acontece durante o carnaval na região montanhosa.
Desde meados de janeiro até o fim do carnaval, mamuthones e issohadores desfilam pelas ruas de Mamoiada, no interior da Sardenha. A expressão das máscaras marca o fim do inverno e a chegada da primavera, segundo a tradição local.
Os participantes, moradores de áreas rurais, associam o ritual a vínculos entre homens e animais, bem como a conceitos de liberdade e contenção. As máscaras carregadas de símbolos orientam a narrativa performática.
Os mamuthones se reúnem para o desfile, usando cabeças com peles e um conjunto de sinos que geram o som característico. Já os issohadores vestem roupas vermelhas e máscaras brancas expressivas.
Os artesãos trabalham na confecção das máscaras, com detalhes que variam entre o aspecto rústico e o musical. O conjunto de sinos nos ombros dos mamuthones é parte essencial da apresentação.
Durante as procissões, os mamuthones marcham em formação, com cadência lenta e marcada. O grupo costuma considerar a sequência de 12 membros como referência ao número de meses no ano.
A festa é lembrada como uma expressão cultural antiga, transmitida entre gerações, que mobiliza comunidades locais e atrai curiosos para observar o desfile e os B-sons dos sinos.
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