- The Broad recebe a retrospectiva póstuma de Robert Therrien, com mais de cento e vinte e cinco obras, incluindo várias da sua herança e empréstimos de instituições.
- O destaque são as esculturas de grande escala que reproduzem objetos cotidianos, como mesas, cadeiras e conjuntos de louça, explorando proporções e percepção do público.
- Entre as obras usadas no show está Under the Table (1994), uma mesa com cadeiras em tamanho monumental, e No title (folding table and chairs, dark brown) (2007), em empréstimo do Glenstone.
- Therrien nasceu em Chicago, participou da Whitney Biennial de 1985 e teve carreira célebre em Los Angeles, com exposições significativas em museus e eventos internacionais.
- A exposição fica em cartaz no The Broad até 5 de abril, destacando símbolos pessoais presentes nas peças e o interesse do artista por transformar o comum em experiência escultórica.
Robert Therrien ganha retrospectiva póstuma no The Broad, em Los Angeles. A exposição reúne mais de 125 obras do artista conceitual, incluindo peças de seu acervo, empréstimos e da própria coleção do museu. O foco é revelar por que Therrien é uma referência pouco reconhecida no cenário local.
A mostra, intitulada This is a Story, é a maior já dedicada ao artista, que faleceu em 2019. O curador Ed Schad destaca que o trabalho do norte-americano teve presença marcante em Los Angeles por quase meio século, mas ainda permanece pouco conhecido pelo público.
A exposição no The Broad
Entre as peças em exibição está Under the Table (1994), uma mesa de 10 pés de altura com seis cadeiras, já integrada ao acervo do museu desde a véspera da abertura em 2012. Em cartaz também está No title (folding table and chairs, dark brown) de 2007, emprestada pelo Glenstone Museum, em Maryland.
Therrien nasceu em Chicago e mudou-se para a Califórnia por questões de saúde. Estudou na USC e ganhou impulso internacional ao participar da Whitney Biennial de 1985, o que levou Leo Castelli a representá-lo. O artista participou também da Documenta Kassel, em 1992, e realizou uma retrospectiva itinerante que passou pelo LACMA em 2000.
Sinais pessoais e símbolos
A mostra evidencia a predileção de Therrien por formas familiares em grande escala, como louças, mesas e cadeiras, além de objetos simulados como beards e pilhas de pratos. Segundo Schad, as obras incorporam símbolos privados que dão mensagem própria, afastando o artista da tradição minimalista.
O espaço de trabalho do artista ficava em um galpão próximo ao centro de Los Angeles, com a residência no segundo piso, pensado como galeria. A instalação histórica do estúdio revela o cuidado do artista com a organização e a apresentação de cada objeto, mantendo uma relação humana com a escala.
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