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Comissões monumentais e artistas mulheres pioneiras na Bienal de Diriyah 2026

Bienal de arte de Diriyah 2026 traz mais de 25 comissões e obras de artistas pioneiras, conectando histórias regionais a diálogos globais

In Interludes and Transitions, Diriyah Contemporary Art Biennale 2026, installation view, left; Daniel Otero Torres, Echoes of the Earth (2026), right; Etel Adnan, Untitled (2020/2024). Photo by Alessandro Brasile, courtesy of the Diriyah Biennale Foundation.
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  • A Diriyah Contemporary Art Biennale 2026 ocorre em riade, com o tema In Interludes and Transitions, até dois de maio.
  • São mais de sessenta e cinco artistas multidisciplinares de mais de trinta e cinco países, com mais de vinte e cinco comissões novas.
  • Destacam-se artistas pioneiras mulheres nascidas entre meados do século XX, como Samia Halaby, Etel Adnan, Pacita Abad e Kamala Ibrahim Ishag.
  • A mostra ocupa quatro setores em galpões do distrito JAX, com cenografia da Formafantasma.
  • Entre as obras estão instalações e desenhos de grande escala, incluindo trabalhos de Petrit Halilaj e uma peça de Faisal Samra que combina pintura com performance.

O Diriyah Contemporary Art Biennale 2026 leva a ideia de movimento a um território concreto, com a mostra In Interludes and Transitions em cartaz até 2 de maio em Riade, na Arábia Saudita. O evento reúne mais de 65 artistas de mais de 35 países e traz mais de 25 comissões novas. A curadoria fica a cargo de Nora Razian, baseada nos Emirados, e Sabih Ahmed, nascido na região.

A edição, que ocupa o complexo de halls conectados no distrito JAX, aposta em uma leitura sobre migrações físicas e narrativas, com foco nas tradições orais, poesia e literatura. A produção envolve um equilíbrio entre escala e intimidade, com paleta de cores e ambientes pensados para evitar ambientes neutros demais.

Curadoria e conceito

A equipe explica que o objetivo é criar uma narrativa dentro de um espaço único, permitindo que cada obra seja entendida em termos próprios. Os curadores destacam parcerias intencionais entre artistas e diálogos entre histories artísticos, para apontar caminhos do momento presente.

O projeto levou um ano para ficar pronto, com a participação de artistas de diversas regiões. Entre eles, a presença de mulheres pioneiras nascidas na metade do século XX, como Samia Halaby, Etel Adnan, Pacita Abad e Kamala Ibrahim Ishag, cuja obra percorre temas regionais e universais.

Obras e destaques

Entre as grandes comissões, Shadia Alem apresenta uma série de 22 desenhos detalhados iniciados em 1996, retratando espíritos femininos ligados ao rio Lar. Faisal Samra assina uma pintura performática composta por figuras semelhantes a criaturas, criadas com cestas de tinta e elementos de ar.

Petrit Halilaj exibe Very volcanic over this green feather, instalação que usa feltro suspenso para reproduzir desenhos de sua infância ligados à guerra e à migração, com cores vivas e componentes lúdicos. Essas obras dialogam com memórias de deslocamento e resistência.

Sobre o espaço e a montagem

A cenografia, assinada pelo estúdio Formafantasma, prioriza circulação suave em vez de imposição de formas. O design evita paredes brancas, optando por cores e ambiência que incentivam conversas entre as obras. O objetivo é permitir que visitantes vivenciem cada trabalho em seus próprios termos.

A escolha curatorial não se baseia apenas em geografia, mas na capacidade das obras de provocar perguntas sobre origem e direção futura. Segundo Ahmed, o foco está na evolução das narrativas que as obras podem conduzir, além de quem as produz.

Contexto e impacto

A direção do bienal destaca que o evento funciona como plataforma discursiva para testar ideias contemporâneas relevantes. Além de exposições, a mostra busca refletir sobre mudanças culturais, políticas e sociais que influenciam a produção artística na região e no mundo.

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